Representante do Interpa explica regularização das terras de Queimadas e municípios da Borborema

Num amplo diálogo com Stúdio Rural, o presidente do Instituto de Terras e Planejamento Agrícola da Paraíba, Nivaldo Moreno Magalhães, traz informações detalhadas sobre todo o trâmite para o processo de regularização fundiária que terá início, na segunda etapa dos trabalhos, no município de Queimadas, Esperança, Alagoa Nova e Areial. Na última terça-feira(27/01), Magalhães participou de uma audiência pública no STR de Queimadas que contou com participação de representações do governo federal, do estado, município dentre outras que, associados aos agricultores, discutiram as estratégias para o trabalho responsável pelo processo de escrituração de todas as propriedades rurais daquele município.

Ao dialogar com nossa equipe, Nivaldo explicou que após o trabalho feito no município de Lagoa Seca, o ação acontecerá com mais celeridade nos diversos municípios do Território Borborema que, dentro das discussões coletivas, conquistou recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário para a realização do trabalho dentro das parcerias locais e diz que, como extensionista, reconhece os avanços possíveis na vida das famílias que poderão acessar o conjunto das ações contidas nas políticas governamentais. “É um programa que representa muito, porque a maioria é posse, então essas pessoas que há 50 ou 60 anos moram nas terras vão ser donos das terras, vão ser proprietários, então vão poder ter sua aposentadoria digna, poder participar do Minha Casa, Minha vida; vai poder fazer um empréstimo no banco, vai participar de todos os programas sociais do governo, ou seja, vai ter uma identidade, vai voltar a ser um cidadão, é uma reforma agrária democrática em que o efeito começa na hora em que a gente se instala”, explica ao dialogar com Stúdio Rural.
Ele diz ser um trabalho complexo, mas com possibilidades de amplo sucesso já que estão contratadas pessoas capacitadas para o bom desenvolvimento do trabalho. “Já montamos todas as quatro equipes que começam ao mesmo tempo, nesta segunda-feira a empresa de georreferenciamento começa nos quatro municípios onde eles têm um prazo através de termos de referência e aí no dia primeiro de março instalam-se as quatro comissões discriminatórias e a partir daí a cada quatro meses vai avançado para outros municípios”, explica garantindo que muitas ações positivas virão em consequência do georreferenciamento com todas as terras legalizadas e disse que cada município contará com cerca de 60 profissionais que estarão envolvidos com o trabalho em cada município.
Magalhães explicou que a população deverá aguardar a visita de técnicos da empresa que farão o trabalho inicial junto a família e agendará a ida de cada representante familiar na sede do sindicato. “Todo mundo fica em casa, no município de Queimadas e pra os outros quatro, está valendo pra todos, aí recebe a visita da GMA(empresa contratada para o trabalho), eles chegam lá e perguntam: qual é sua área? Aí você vai mostrar sua área, ele diz os pontos e aí preenche um formulário cadastro de campo e a pessoa assina, ele diz o dia em que a pessoa vai comparecer ao sindicato, que se inicia na primeira semana de março que é quando a comissão vem, preenche o cadastro do Incra e já faz a parte da comissão discriminatória” justifica aquela autoridade elencando um conjunto de outras importantes informações, deixando evidente que tudo se inicia quando o técnico fizer a visita na residência que dará toda a orientação sobre o conjunto dos documentos de todas as partes de interesse na unidade rural.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top