Resultado de pesquisa com fertilizantes no cultivo de cana entusiasma produtores

Uma pesquisa da Embrapa Agrobiologia (Seropédica-RJ) vem animando os produtores canavieiros do Estado da Paraíba, trata-se de uma pesquisas de cerca de 25 anos desenvolvida por pesquisadores daquela unidade de pesquisas com inoculantes a base de bactérias fixadoras de Nitrogênio, que aplicado na cana-de-açúcar promove o crescimento da planta sem o uso de fertilizante nitrogenado.

Segundo a assessora de comunicação da Asplan, Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, News Comunicação, para o presidente daquela entidade, Raimundo Nonato Siqueira, a novidade chegou em boa hora, muito embora o produto não estará disponível imediatamente, pois a cultura canavieira é a que mais consome fertilizantes no Estado e na região, ou seja, mais de 20% do custo da produção é voltado para compra de adubos, acrescento que, atualmente, em uma crise mundial de produção de insumos, ocasionada por uma alta demanda e ao mesmo tempo por uma baixa oferta de fertilizantes, que têm o Nitrogênio como um dos seus essenciais componentes.

News lembrou que, segundo o estudo, o produto resulta além de uma redução de custos, em um ganho ambiental, já que deixarão de serem aplicados pelo menos 30 quilos de Nitrogênio por hectare/ano na cana-planta. “Ainda conforme os pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do inoculante, apesar do produto já estar pronto, ele só deve chegar às mãos dos produtores dentro de dois anos”, lembra News, acrescentando que como se trata do primeiro inoculante para gramíneas (cana-de-açúcar, milho, arroz, etc) desenvolvido no país, ainda não há uma legislação própria para o controle da qualidade destes produtos e que o próximo caminho, segundo os pesquisadores, será a transferência da tecnologia para as indústrias de inoculante que tiverem interesse em desenvolver o produto comercialmente.

Ao contatar com Stúdio Rural, News informou que o inoculante para a cana é uma mistura de estirpes de cinco espécies de bactérias isoladas da cana-de-açúcar (Gluconacetobacter diazotrophicus, Herbaspirillum seropedicae, Herbaspirillum rubrisubalbicans, Azospirillum amazonense e Burkholderia tropica) nos laboratórios da Embrapa Agrobiologia, que o produto é obtido através do crescimento das cinco estirpes em meio de cultivo, de forma individualizada.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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