Roubo de água nas várzeas de Sousa é tema evidenciado no Universo Rural da Bonsucesso de Pombal

Um tema no mínimo polêmico foi evidenciado no Programa Universo Rural da Rádio Bonsucesso de Pombal AM 118 kHz que foi ao AR na tarde da última quarta-feira(25/04) quando entrevistou a componente do Coletivo da ASA Paraíba no Sertão Paraibano, Maria do Socorro Gouveia e o deputado Frei Anastácio(foto) que falam sobre grandes conflitos que estão se perpetuando por falta de ação governamental no canal das várzeas de Sousa, Sertão da Paraíba.

Em entrevista concedida à nossa equipe, Anastácio classificou como roubo de água a prática desenvolvida, segundo ele, por diversos fazendeiros e proprietários daquela região e garantiu que trata-se de gente importantes que na lógica cristão são senhores que deveriam serem servos citando como exemplo o prefeito da cidade de Sousa, Fábio Tyrone, que faz uso dos recursos de forma indevida num momento de muita seca e escassez de recursos hídricos em toda a região. “O que nós temos discutido na Assembléia Legislativa é a questão do agrotóxico nas várzeas de Sousa, a questão da poluição dos rios e também mais grave ainda é o roubo d’água do Canal da Redenção onde você tem muitas pessoas que tiram água sem licença, inclusive o prefeito de Sousa Tyrone ele está tirando água para irrigar as suas terras e isso é muito sério uma vez que você sabe que a questão da seca é grande, no Sertão o Dnocs está trancando todas as comportas dos açudes e o canal da redenção está aí aberto o pessoal tirando água aí, roubando mesmo. Então é necessário que o governo do estado através da Secretaria de Agricultura, da coordenadoria da agricultura familiar monitore isso como também como também a AESA que monitorem isso”, explica o deputado citando um conjunto de órgãos que tomem medidas que dêem destino sustentável àqueles recursos naturais.

Já a componente do Coletivo da ASA Paraíba no Sertão da Paraíba, Maria do Socorro Gouveia, o projeto várzea de Sousa tem sido problema desde a instalação do canal, citando o exemplo do Assentamento Acauã onde as águas percorrem o canal por cerca de 11 quilômetros sem que as 114 famílias recebam benefícios que possam proporciona produção e geração de trabalho e renda no meio rural. “Elas deveriam ter direito ao acesso a água que passava ali nas nossas terras, então desde então foi uma briga muito grande, até hoje não temos acesso a água e vendo a água descendo pra chegar nas várzeas de Sousa onde é outra problemática, o governo assentou 178 famílias com cadastro irregular onde tem comerciante, farmacêutico, pessoas que não têm nada a ver com a agricultura, enquanto que outras famílias deixaram de estar lá. Outras famílias de lá foram expulsas de lá e estão morando hoje nas periferias de Sousa e de Aparecida porque moravam com os proprietários e tiveram que sair, os proprietários ganharam seu dinheiro e as famílias saíram sem nada”, argumenta acrescentando a área vem enfrentando problemas com o processo de produção de uma grande empresa que vem produzindo agricultura com uso de alto teor de pulverização de venenos em culturas de milho e algodão.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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