Rurais dos polos sindicais paraibanos reúnem e apresentam candidatura para dirigir FETAG-PB

Representações de sindicatos de trabalhadores rurais de toda a Paraíba, componentes dos polos sindicais paraibanos, realizaram mais uma reunião para discutir as estratégias de fortalecimento da agricultura familiar a partir do conjunto das ações já empreendidas em diversos territórios de identidade e da cidadania no estado como, por exemplo, as práticas e ações de convivência com o semiárido trabalhadas pelo Polo Sindical da Borborema com ênfase na agroecologia e que, no entender das lideranças sindicais, precisam ser replicadas e ou dialogadas por todo o Estado da Paraíba.

Durante a reunião, que é fruto de um conjunto de encontros que vêm acontecendo por todas as microrregiões, as representações concluíram ser necessário fazer dialogar todas as experiências trabalhadas pelos sindicatos com as diversas organizações da agricultura familiar, e para que esse projeto seja efetivado é necessário o fortalecimento dos sindicatos via Fetag, Federação da Agricultura do Estado da Paraíba o que levou as lideranças a ampliarem as discussões em torno da construção de nomes que possam facilitar esse diálogo das entidades e interiorizar o movimento pelo estado da Paraíba e, desta forma, discutiram e concordaram em apresentar o nome do sindicalista Nelson Anacleto Pereira, componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca; vereador e presidente da Câmara Municipal daquele município, coordenador do Polo Sindical e das Entidades da Agricultura Familiar da Borborema e também componente da ASA-PB, Articulação do Semiárido Paraibano e ASA-Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro.

“Eu acho que é um momento muito importante onde a gente está tentando caras novas onde o novo possa ultrapassar o velho. A agricultura familiar é um exemplo para nossa convivência com o semiárido e nós sabemos que um encontro como esse vem abastecer cada vez mais o conhecimento com as trocas de experiências onde não tem outro caminho a não ser essa luta, mas uma luta onde a gente se fortaleça. A nossa federação é uma porta onde ela deve se abrir para que possa fortalecer os trabalhos da agricultura familiar e também os sindicatos”, explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Casserengue, Maria Celina, acrescentando ser muito preocupante e urgente fazer movimentos sociais buscando ampliar conquistas já contabilizadas pelas entidades sindicais que podem se ampliar com um trabalho articulado pela federação como liderança dessas entidades líderes. “Com essa luta dos sindicalistas mudou muita coisa e eu acredito que nós ainda possa retomar com esses programas que estão chegando para a agricultura, se a gente operasse(as ações e políticas públicas) seria muito bom porque iria melhorar cada vez mais, a gente trabalha, mas na realidade os políticos dizem que são eles que trazem. Eu acredito ainda que pra que a agricultura melhore é preciso que os sindicalistas mudem também, mas também se ficarmos com a federação do jeito que está não vai ter mudança, porque um bom exemplo é o território da Borborema que são 15 sindicatos que lutam, que style=mso-spacerun: yes>  trabalham nas comunidades e em todas elas permanecem os agricultores no meio rural”, explica dizendo ser necessário ampliar os trabalhos nos polos e fazer essas políticas dialogarem, acreditando ser mais eficaz se for através da federação que tem papel de estadualizar essas lutas.

Francisco Israel Ribeiro de Souza é componente do Polo Sindical do Curimataú, secretário do Sindicato dos Trabalhares Rurais de Barra de Santa Rosa e, ao dialogar com Stúdio Rural, falou sobre a importância dos encontros que vêm acontecendo dentro desse objetivo de ampliar as ações na busca de novas políticas públicas a serem desenvolvidas nos territórios e no estado e ao mesmo tempo avaliou a importância de criar alternativa à direção da Fetag para que a entidade possa se interiorizar em suas ações e lutas junto as entidades sindicais rurais e associações rurais da agricultura familiar em sintonia com as diversas entidades e movimentos rurais dentre outros segmentos. “É muito importante esse evento porque está mostrando uma nova visão para a Paraíba onde diversos setores e pessoas estão vendo que precisa fazer uma reformulação não só na Fetag como na agricultura familiar para que o pobre e o agricultor possa permanecer na sua área para não ter tanto êxodo como está tendo agora na atualidade”, explica justificando que a apresentação do nome de Nelson Anacleto como cabeça de chapa representa uma alternativa para fazer com que a federação dê uma nova dinâmica de luta e replicação do conjunto das ações já trabalhadas em diversos territórios paraibanos. “Pra nós vivermos bem em sociedade com o trabalhador, nós temos que fazer as mudanças necessárias, com relação a Fetag ficar do jeito que está não dar mais, não tem condições, porque ela não oferece nada ao trabalhador, nós chegamos na Fetag e temos lá um prédio bonito cheio de coisas lá, mas nós precisamos de uma seleção de projetos sociais”.

Francisco de Assis Macedo, Chico Menino, é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Nova Floresta, participou do encontro e de nossos programas radiofônicos falando sobre o novo panorama que se apresenta no sindicalismo rural paraibano que, junto com as entidades da agricultura familiar passam a atuar com ações que transcendem as questões apenas previdenciárias e passam a executar ações que constituem poder de mudanças em cada município e igualmente garante ser necessário ampliar e fazer dialogar essas ações e práticas de conhecimentos e técnicas de convivência com o semiárido. “Hoje o movimento sindical rural no Brasil, especialmente eu quero tratar da Paraíba, está colocando pra gente muitos desafios, então esse encontro de hoje, essa reunião de hoje demonstra a necessidade dos sindicatos de apresentar , nessa nova eleição da federação, nessa renovação de direção que a federação vai ter, uma candidatura com um novo projeto, um projeto que trate das políticas públicas que o meio rural necessita, e se a gente for analisar a gente precisa realmente de uma federação onde ela se coloque como uma grande formuladora, orientadora e um ente organizativo da orientação correta para os sindicatos. A gente sabe que a gente tem hoje no estado um estado onde tem sindicatos companheiros com muitas dificuldades no sentido das operações das políticas que estão colocadas enquanto desafios para o campo e esse é o nosso pensamento, o pensamento de construir um projeto e apresentarmos para todos os sindicatos, um projeto novo, e hoje aqui já está aprovado, é consenso nos setores da oposição de que o companheiro Nelson Anacleto com sua experiência de vida enquanto sindicalista com a sua experiência de agente social dentro de uma região onde está aqui colocado com a experiência que ele adquiriu junto a um fórum que eles têm aqui junto a essa organização de ONGs, sindicatos, associações, movimentos populares nas políticas públicas que foram adotadas pelo Polo da Borborema é um embrião para que a gente possa junto aos demais construir esse projeto para todo o estado, mas nós temos a candidatura e agora precisamos sentar, formar uma boa direção, uma direção representativa pela região, uma direção onde a gente possa analisar o perfil de cada dirigente para onde ele vai executar as políticas, porque nós entendemos que não é só a figura do presidente, o presidente é o grande coordenador desse projeto, mas nós queremos uma direção onde de fato ela execute as políticas públicas, onde tenha secretarias que funcionem, onde tenha realmente uma federação que passe a articular as políticas públicas do meio rural dentro do estado da Paraíba, seja junto aos governos municipais, governo estadual e principalmente junto ao governo federal através de nossa CONTAG”.

Cláudia Luciana Cavalcante da Costa é presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Juazeirinho, coordenadora do Coletivo Regional das Entidades da Agricultura Familiar Cariri, Seridó, Curimataú e, participante do encontro, dialogou com Stúdio Rural falando sobre diversos entraves vividos pela agricultura familiar e expões resultados positivos em políticas públicas e tecnologias adaptáveis ao semiárido vivenciadas em todo o estado da Paraíba que poderão dialogar, ampliarem e replicarem seus ações e resultados por todo o estado a partir de um novo projeto integrador desenvolvido na Fetag em favor do desenvolvimento da agricultura familiar e da transformação do sindicalismo rural paraibano e brasileiro. “Eu acho que unir pessoas em prol de uma bandeira de luta de fortalecimento da agricultura familiar ela é muito positiva, ouvir as bases, dialogar para construir isso é muito importante, eu acho que a gente quando pára para esses momentos a gente só se fortalece porque a gente sai de nosso mundinho de fato e se abre para os novos mundos para ouvir novas pessoas. Acho muito importante isso de rever a situação do movimento sindical na Paraíba e no Brasil é sempre pauta do dia e a gente entende que é preciso avançar, avançar porque o meio rural está sofrendo muito com a insegurança que é muito grande, a gente está vendo aí os problemas de se conviver em nosso território semiárido e é pauta do dia, dizer que é preciso refletir de fato quais são as ameaças que estão chegando em nossos territórios, isso a gente tem feito e buscado entender de que as ameaças para o território, para a agricultura familiar, para o seu fortalecimento é de fato a bandeira do agronegócio que a cada vez mais tem chegando aos municípios de forma mesclada, com uma nova roupagem, mas aquela velha proposta de sempre absorver a mão de obra barata, de sempre está levando nossos recursos naturais e sempre está trazendo desigualdade social e esse modelo de agricultura e modelo de desenvolvimento sindical a gente entende que não é possível, que não dar porque de fato as bases estão sofrendo e pedindo socorro e ou a gente repensa de fortalecer a agricultura familiar como ela deve ser fortalecida ou num momento muito breve teremos grandes problemas com grandes concentrações nas populações, problemas da insegurança que é coisa caótica e urgente e emergente a gente pensar, dando a garantia de que os agricultores vão poder conviver nas suas terras tendo terra e condições de trabalhar nessa terra”.

Já Paulo Medeiros Barreto é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, diretor de Mobilização Política da CUT-PB, Central Única dos Trabalhadores e coordenador do trabalho de criação dos polos sindicais em toda a Paraíba e integrante do movimento por uma nova Fetag para o fortalecimento da agricultura familiar paraibana e, ao dialogar com o público ouvinte da Rádio Serrana de Araruna, Rádio Bonsucesso de Pombal e Rádio Queimadas FM, falou sobre o dinamismo desenvolvido no movimento sindical em 2013 que vem sendo trabalhado com uma dinâmica de organizar os sindicatos na perspectiva de práticas territoriais na busca das políticas públicas coletivas na vida dos municípios e garante que com a Fetag á frente os resultados serão bem mais alvissareiro. “Como foi bem mostrado aqui pela Contag, de 1995 prá houve uma desaceleração do êxodo rural por conta dos avanços que o movimento sindical teve á nível nacional, só que na Paraíba estagnou, nós não tivemos avanço nenhum porque a federação não foi pra cima, não foi operar as políticas públicas, deixou ao deus dará os sindicatos sem ter um acompanhamento auxiliado pela federação para que os sindicatos pudessem desenvolver as políticas públicas, pudessem estar dentro do processo discutindo e operando. Então quando você tem entidade maior em nível de estado que não faz isso com os sindicatos, os sindicatos também não vão fazer porque não têm condições de fazer esse enfrentamento com as outras entidades em nível estadual porque fica pequena diante das outras organizações e se a federação tivesse feito o seu papel, tivesse partido para o debate, para o avanço para operacionalizar as políticas públicas, tivesse se inserido dentro desse projeto a nível nacional a gente estaria muito bem, os sindicatos tinham acompanhado porque todos tentam seguir as diretrizes da federação e quando a federação não avança os sindicatos também travam e avançam, mas aí temos a perspectiva de uma mudança na federação e por isso é que a gente vem debatendo o que é política pública e o que nós podemos fazer para que a partir do ano que vem(2014) a nova direção chegando à direção a gente poder operar essas políticas públicas e avançar no movimento sindical pra dar retorno aos agricultores naquilo que os agricultores esperam das suas lideranças na sua entidade de classe em seu município”, explica Medeiros Barreto ao comentar as discussões do encontro que contou com participação de integrantes da Contag apresentando reflexão sobre qual deve ser o papel movimento social dos trabalhadores rurais diante do projeto com o agronegócio, dentre outros; quais as estratégias do MSTTR diante do projeto pautado no capital; identificar por onde o movimento começar se a intenção é mudar a realidade; discutir os rumos das políticas públicas sustentáveis no município, no estado e no país dentre outras.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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