Secretário pernambucano da agricultura familiar participa de Universo Rural e faz balanço das ações governamentais

Objetivando fazer um balanço das ações desenvolvidas na agricultura e pecuária do Estado de Pernambuco, o secretário executivo da agricultura familiar daquele estado, Aldo Santos(foto), participou do Programa Universo Rural do último dia 20 de fevereiro quando dialogou com nossa equipe evidenciando a abertura do governo para que as entidades participem de forma mais direta das ações do governo daquele estado. “Nós estamos lá em Pernambuco construindo o Pernambuco Agroecológico que é um novo programa que, casando o Pernambuco Rural Sustentável, visibiliza as experiências dos agricultores familiares do campo agroecológico pra mostrar que é possível produzir com quantidade e qualidade porque vamos desmistificar essa questão de que quem só produz em quantidade pra botar na mesa da sociedade é o agronegócio. Nós queremos mostrar que a agroecologia e agricultura familiar tem um potencial nessa construção”, explica aquele secretário ao dialogar com nossos ouvintes 1180 kHz.

Aldo informou que uma das metas daquela secretaria, em parceria com as entidades da agricultura familiar, é fazer um movimento de potencializar o que vem sendo construído pela sociedade organizada pelas ONGs e entidades em épocas que os governos fizeram verdadeiro desmonte nas instituições de ensino, pesquisa e extensão. “Estamos fazendo um movimento de potencializar o que foi construído pela sociedade, nós passamos aí cerca de 15, 20 anos sem a extensão rural, era todo um desmonte do Estado no Governo Collor, e as ONGs, as associações, as cooperativas foram fundamentais nessa papel de mostrar um novo meio rural com sustentabilidade que se apresenta com a participação de homens, mulheres, jovens”, explica.

Ele falou sobre os investimentos feitos pelo Governo Federal na parceria com o Governo do Estado e governos e entidades locais. “A gente fez uma grande aliança com o Incra, com os ministérios já que não existe o agricultor ou o assentado do assentamento da reforma agrária que é do Incra, o agricultor familiar que é do estado ou que é do município, assim como o aluno que é da escola municipal ou da escola estadual, não existe isso, existe os pernambucanos e as pernambucanas, seja no assentamento, seja no quilombola, no indígena pra que a gente possa fazer o diferencial e esse diferencial só é feito numa articulação muito bem forte duma parceria governo federal, governo do estado e municípios e a sociedade”, explica falando sobre os investimentos dos diversos ministérios nas parcerias com os governos e entidades locais.

Aldo falou sobre ações do Incra, do IPA enquanto pesquisa e extensão, do Interpe e aproveitou para falar sobre as ações práticas no processo de reordenamento agrário que, segundo elem, já envolve diversos municípios daquele estado. “Nós estamos envolvendo hoje cerca de 26 municípios no Estado de Pernambuco nesse processo de reordenamento e regularização fundiária, inclusive começando pela região do Sertão do são Francisco vindo para o Sertão do Araripe, aquela região de Ouricuri, Araripina onde grande maioria cerca de 95% dos agricultores familiares não tinham o título de propriedade de terra”.

Diante do quadro de seca que se apresenta em todo o Nordeste, segundo aquele secretário, os prejuízos são muito significativos na agricultura e pecuária, especialmente na pecuária leiteira, mas garante que as ações do Governo Federal, em parceria com as ações locais estão se ampliando no sentido de minimizar o sofrimento do produtor e preservar minimamente o rebanho há espera dos períodos chuvosos quando então se retomará as práticas agropecuárias de convivência com o semiárido e garante que as entidades sociais tem tido papel importante nesse processo estruturador. “Nós estamos fazendo um processo de organização da agricultura familiar no Estado de Pernambuco, e pra isso é importante, você sabe, que o estado precisa de regulação e de lei, nós vamos estar discutindo no Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável a criação de uma lei da agricultura familiar para apoiar os empreendimentos de pequeno porte, seja para o mel, seja para o leite, seja para a melhoria da condição do queijo, inclusive o queijo artesanal de coalho e tudo está sendo organizado para que a gente potencialize a unidade familiar”, explica detalhando critérios de trabalho com a assistência técnica dentre outras.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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