Segmento pecuário de Barra de Santana realiza encontro sobre alternativas à Cochonilha

Agricultores pecuaristas de Barra de Santana participaram de um encontro no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município para, junto com a Emater local e sindicato dos trabalhadores rurais, discutir um plano de ação a ser desenvolvido como alternativa ao ataque da Cochonilha do Carmim que já se apresenta como praga feroz em diversas unidades rurais daquele município e ameaça a cadeia produtiva da pecuária municipal.

No encontro que aconteceu na manhã da última sexta-feira(30/03), no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, as lideranças discutiram a importância da elaboração de um projeto a ser construído por um conselho técnico composto por representações que discutirão, em outros encontros próximos, e apresentarão num encontro amplo que acontecerá no dia 26 deste mês naquele sindicato e que contará com representações da Emater estadual, Emepa, SEDAP, Defesa Agropecuária, Coapecal, Banco do Nordeste, associações de agricultores dentre outras que, liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cobrarão ações concretas do Estado numa ampla parceria para dotar a pecuária daquele município de campos produtivos de palma resistentes e capim sorgo que servirão de Unidades Demonstrativas para o coletivo municipal e ao mesmo tempo como suporte forrageiro aos produtores experimentadores componentes do projeto.

Entrevistado por Stúdio Rural, o agricultor pecuarista Cícero Barbosa de Lira, Cícero de Lóia, residente na comunidade Vereda Grande, comentou que o município está contaminado pela Cochonilha nos diversos pontos geográficos e que os criadores esperam uma ação coletiva e se dispõe a participar do processo de construção de novas práticas que possam manter o processo produtivo da pecuária daquele município que tem no leite o principal da produção. “Se nada fizermos, há uma tendência da pecuária de Barra de Santana se acabar porque o produtor não tem condições de segurar gado com torta de R$ 47 reais, a palma já está acabando e vamos ficar sem o rebanho”, explica o agricultor ao participar do Programa Domingo Rural na manhã deste domingo numa rede de emissoras conectadas.

Marcello Bezerra Rodrigues de Oliveira é técnico da Emater de Barra de Santana e, ao participar do Programa Domingo Rural, disse que a Cochonilha já está bastante difundida naquele município e que o interesse dos componentes da cadeia produtiva tem uma tendência de fazer um trabalho de superação e fortalecimento da pecuária no município enquanto instrumento de geração de trabalho, renda e suporte na segurança alimentar. “A proposta é a gente levar já um plano estratégico de combate eficaz e objetivo pra realmente tentar chegar ao objetivo final que é a substituição dessa palma e minimizar o impacto na economia local enquanto forte prejuízo”, explica Marcelo ao dialogar com Stúdio Rural.

Ivanildo Sousa de Alencar é agricultor pecuarista na comunidade Barriguda II e, ao dialogar com nossa equipe, disse que a realidade é muito preocupante, mas animador quando produtores já se despertam para a realidade e se propõem em fazer trabalhos parceiros que dêem repostas de superação com o processo de fortalecimento da pecuária a partir de novas e eficazes práticas. “A Cochonilha é fato real que está atingindo as propriedades de nossos produtores e a gente tem que se adaptar aos novos tempos e buscar construir propostas que sejam viáveis para que possamos continuar com a criação de gado, porque do jeito que está vai haver migração de pessoas por falta de alimentação para o gado porque aqui no nosso município todo mundo só consegue alimentar o gado com a palma forrageira e com a Cochonilha atacando, nós temos que nos habituarmos aos novos tempos e nos disponibilizarmos do jeito que for possível”.

Participante do encontro enquanto liderança dos agricultores de todo o município, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana, Paulo Medeiros Barreto, Paulo do Sindicato, disse que trata-se de um trabalho continuado(Clique e leia) para despertar os produtores para um novo tempo na pecuária a exemplo do que aconteceu no vizinho município de Caturité em que os setores diversos se mobilizaram e construíram referência na adoção de novas tecnologias a partir do empenho dos cooperados da Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri(Clique e leia). Lá eles plantaram capim sorgo, fizeram silos, fenos, plantaram variedades de palmas resistentes dentre outras práticas fortalecedoras para a pecuária e que já apresentam ampla melhora na qualidade de vida dos empreendedores rurais daquele município além de proporcionar conquistas no processo da industrialização e de importantes mercados públicos e privados. “A gente começou isso em 2011 com os seminários, dias de campo com campos demonstrativos que fizemos, silos em que fizemos campos demonstrativos de silagem e agora vamos continuar no município chamando pra dentro das discussões, envolvendo cada vez mais as entidades parceiras e das governamentais porque só desta forma é que a gente vai conseguir avançar dentro do município”, explica Barreto.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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