Setor sucroenergético se reúne com ministra e comemora apoia de subvenção

Na última quarta-feira (21), pela primeira vez, as principais entidades representativas do setor sucroenergético do país reuniram-se com a ministra da Agricultura Kátia Abreu que mostrou entrosamento com os representantes, bem como apresentou um perfil objetivo para buscar desburocratizar a pasta, a fim de tentar resolver questões que limitam a evolução das culturas agrícolas no Brasil, em especial da cana e da laranja, consideradas por ela como uma das mais prejudicadas nos últimos anos.

A informação é do assessor da Unida, União Nordestina dos Produtores de Cana, Unida, Robério Coutinho, explicando que uma lista de medidas foi pleiteada pelas entidades dos canavieiros e industriais presentes, que foi bem acolhida pela ministra que posição ministerial favorável sobre a liberação da subvenção da cana nordestina e do Rio de Janeiro no valor de R$ 187 milhões. “Ontem ainda, a ministra encaminhou ao ministério da Fazenda parecer apoiando a medida. A irrigação de canaviais e o incentivo para desenvolver tipos de canas transgênicas resistentes à seca também foram reivindicadas”, explica aquele assessor.
Coutinho informou que essas e outras demandas do setor foram discutidas pelos representantes da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Comissão de Cana da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Fórum Nacional Sucroenergético, União da Indústria de Cana de Açúcar (Única) e da Cosan. Os Sindicatos da Indústria do Álcool e Açúcar de PE e AL também participaram da reunião, bem como as Federações Paraibana e Potiguar da Agricultura.
Ao dialogar com Stúdio Rural aquele assessor explicou que o presidente da Comissão de Cana da CNA, Ênio Fernandes, pediu que a ministra criasse um meio para garantir benefícios do governo somente aos industriais que estejam regularizados com os órgãos de classe canavieira e seus fornecedores de cana e que a ministra disse que irá trabalhar no sentido de proteger a cultura de cana no país, uma vez que ela considera uma das mais prejudicadas nos últimos anos, assim como a de laranja. “A gestora garantiu que criará uma política de seguro rural, mas ainda não detalhou como será. Ela também sinalizou que é preciso criar políticas para fortalecer a classe média rural, pois observou que este segmento está definhando. Lima aproveitou e citou o caso de Pernambuco, onde o número dos tradicionais canavieiros de médio porte vem diminuindo rapidamente. Hoje 90% dos produtores são classificados como de econômica de agricultura familiar”, explica Robério Coutinho.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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