Stúdio Rural evidencia seminário internacional com ênfase na agroecologia

A cidade de Campina Grande deu início ao Seminário internacional construção da resiliência agroecológica em regiões semiárida, evento que está acontecendo na sede do INSA, Instituto Nacional do Semiárido e contando com agricultores experimentadores, entidades não governamentais e de governos, setor de ensino, pesquisa, extensão dentre outros importantes segmentos ligados ao processo produtivo da agricultura familiar no Brasil e no mundo.

O evento teve início na manhã da última quarta-feira(21) e segue até o meio dia desta sexta-feira(23) trabalhando ampla programação na perspectiva de convivência com o semiárido brasileiro dentre diversos outros países.
Representando a FAO, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Ricardo Padilha concedeu entrevista falando sobre o que representa o encontro neste momento em que a FAO determinou 2015 como Ano Internacional dos Solos e a partir de 2014, determinou o dia 05 de dezembro como o Dia Internacional dos Solos. “A organização das nações unidas, no dia 05 de dezembro de 2014, estabeleceu como o Dia Mundial do Solo que é o dia 05 dezembro que foi o mesmo dia da assembleia. Nesse dia, o doutor Graziano que é o diretor geral da FAO fez um pronunciamento assumindo a responsabilidade da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura de conduzir no mundo todo o debato de como a sociedade global, mas também países em particular como é o caso do Brasil, podem melhorar as condições de solo, de vegetação, de resiliência, de preservação e conservação da natureza no sentido de que o solo possa ser um objeto de preservação porque todos sabemos que as principais causas das inundações que acontecem com frequência que terminam com milhares de pessoas se vitimando com muitas mortes e as secas são, principalmente, resultantes da má conservação dos solos, do desmatamento e do manejo não sustentável dos recursos naturais, então esse é um ano que as Nações Unidas decidiu lembrar ao mundo, lembrar a sociedade de todos os países e aqui estamos a falar da sociedade brasileira, em especial da sociedade nordestina de que o solo é uma parte do planeta onde se produz os alimentos, é a base da sustentabilidade da produção florestal, é a base da conservação dos recursos hídricos, é a base da produção e conservação dos recursos alimentares sejam eles vegetais, sejam eles animais”, explica ao dialogar com Stúdio Rural.
Representante da ASA Ceará, Cristina Nascimento, classificou o encontro como muito importante em razão da discussão que avalia e reafirma as formas da criação, aplicação e compartilhamento das tecnologias trabalhadas nas regiões semiáridas que, por força das famílias agricultoras e suas entidades, conseguem dialogar experiências de região com região. “Então esse debate traz hoje, inclusive, essa questão da resiliência social que é nessa perspectiva da necessidade da articulação dos agricultores, das organizações dos trabalhadores e trabalhadoras porque essa interação em rede é quem nos mantém fortes”, explica ao dialogar com nossa equipe tratando temas importantes que serão bem evidenciados no Programa Domingo Rural do próximo domingo(25/01).
Diretor do projeto Cooperar do Governo do Estado da Paraíba, Roberto Vital concede entrevista ao Stúdio Rural e garante que o governo tem estado sempre presente nestes espaços por ser de importância para direcionar melhor a política dialogada do Cooperar que hoje represente um dos importantes apoiadores de projetos estruturadores em todo o estado. “Está muito bom, até porque o Cooperar está prospeccionando parcerias em relação a esse tema, porque no novo acordo de empréstimo no qual devemos agora ajustarmos os últimos termos com o Banco Mundial, na última semana de fevereiro, tem tudo a ver a questão da segurança hídrica e convivência com a seca”, explica em parte de sua entrevista.
Componente da ASA PE, Carlos Magno participa do evento e de nossas entrevistas falando sobre a importância do evento e do conjunto das ações integradas realizadas pelo conjunto das entidades articuladas no semiárido pernambucano. Ele garante que a atualidade pernambucana demonstra grandes avanços no processo de convivência com a realidade seca do semiárido e coloca como exemplo prático a atual grande seca, que se iniciou em 2012, em que se percebeu que as famílias articuladas não registraram perdas por morte nos rebanhos, enquanto proprietários desarticulados que não desenvolvem políticas de convivência com o semiárido tiveram que confeccionar cemitérios em suas propriedades para o descarte do gado vitimado pela fome e pela cede. “A gente tem um avanço muito grande, se você toma como há 20 anos atrás onde as pessoas morriam de fome e com essas últimas secas ninguém morreu de fome em Pernambuco, em algumas propriedades o gado morreu, mas acho que o que a gente vem construindo enquanto ASA tem uma contribuição positiva muito importante, já construímos inúmeras tecnologias em Pernambuco enquanto ASA, nesses dias eu tive a felicidade de encontrar um camponês que participou da ocupação da Sedene e me falou animado de como isso tem mudado a vida das pessoas, então Pernambuco tem outro panorama, mas ainda continua tendo muitos desafios e um dos desafios é, por exemplo, enfrentar a história da reforma agrária, porque temos muitas coisas boas, mas ainda temos as terras concentradas nas mãos de poucos”, exemplifica ao dialogar com Stúdio Rural.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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