Sindicato em Barra de Santana prepara máquinas e público para o plantio do sorgo e prática da silagem

A união de pessoas, máquinas e conhecimentos aplicados é o trabalho que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana vem fazendo, como preparativo de campos e conhecimentos junto aos agricultores pecuaristas e parceiras naquele município objetivando intensificar o trabalho com o plantio do sorgo forrageiro e a prática da construção de silos como forma de armazenar ração animal naquela municipalidade é a tônica para esse ano por parte daquela entidade sindical.

No Programa Esperança no Campo e Domingo Rural da Rádio Queimadas FM e Rádio Serrana de Araruna, o presidente daquele sindicato de trabalhadores rurais, Paulo Medeiros Barreto, falou sobre o trabalho e ações desenvolvidas na perspectiva de iniciar o corte de terras dos pecuaristas daquele município logo no início das chuvas esperadas para acontecerem neste mês de abril. “Nós estamos agora focados na esperança da chegada do inverno, nós já preparamos toda a parte de tratores para trabalhar junto a nossos produtores na aração das terras de nossos associados, então nossas ações são mais voltadas para iniciar o trabalho, a questão da distribuição de sementes onde estamos comprando sementes de sorgo de qualidade para poder aumentar o volume e a qualidade do sorgo armazenado neste ano por nossos produtores”, explica Paulo Medeiros ao dialogar com nosso público ouvinte.

Mesmo a essa altura do período na expectativa da chuva, Medeiros diz que os agricultores continuam com esperança de chuvas suficientes para plantar e colher sorgo baseados no ano passado quando a chegada das chuvas e o plantio se deu em relativo período. “Estamos com um ano semelhante, ano passado fizemos plantios na segunda quinzena de abril, com colheitas no mês de agosto e até mesmo em setembro com alguns plantios aqui de sorgo, então estamos dentro de uma normalidade, se começar a chover como no ano passado estamos numa normalidade já que sempre os invernos estão começando de março a maio”.

Durante diálogo com nosso público ouvinte, Medeiros falou sobre o trabalho feito durante os últimos cinco anos naquele município que tinha o hábito de alimentar o rebanho apenas com palma forrageira e com ração complementar comprada no mercado regional e que, com a adoção de cursos, workshops, seminários, dias de campo em campos demonstrativos, dentre outras, o município passou a adotar novas variedades de palmas resistentes a Cochonilha do Carmim, plantio de sorgo e confecção de silos forrageiros como forma de trabalhar a pecuária de forma sustentável. “Nós não tínhamos uma cultura de fazer forragem, de plantar culturas e fazer silos. Nós começamos e em 2010 fizemos 30 toneladas de silos com nossa ensiladeira, em 2011 foi bem pouquinho também; em 2012 foi bem pouco, em 2013 deu uma aumentada quando nós fizemos uma média de umas cem toneladas de ração e em 2014 fizemos reuniões com planejamento e previsões com incentivo aos nossos produtores com informações buscando chegar 2014 com inverno razoável para fazer lá em torno de 100 toneladas. O resultado nos surpreendeu porque compramos equipamentos composto de colheitadeira acoplada ao trator que já joga o produto triturado em cima, economizando mão de obra e tempo e com isso nós chegamos a 500 toneladas de forragem”, explica ter esse resultado como um grande avanço para pecuaristas e pecuária barrasantanense.

Medeiros diz que a meta é continuar agregando valor de conhecimento aos empreendedores rurais daquele município e fazer com que haja aumento de área plantada levando em consideração o potencial produtivo da pecuária leiteira do município e do mercado consumidor regional. “Se esse ano a gente tiver o mesmo inverno que tivemos no ano passado, a gente vai ter no mínimo a mesma quantidade plantada, mas hoje eu vejo que quem fez forragem no ano passado viu a produtividade com a colheitadeira, viu a facilidade e está aumentando os seus campos, então todos que plantaram o ano passado já nos contataram dizendo que iam aumentar a quantidade e o tamanho do campo, então certamente tendo um inverno do mesmo do ano passado, nós vamos ter no mínimo 30% de aumento na quantidade de forragem armazenada quando comparada a 2014”, argumenta Medeiros dizendo que outro fator que promete aumento em área de plantio é a presença cada vez mais acentuada da cochonilha. “Barra de Santana é o maior produtor de palma da Paraíba, nós temos produtor aqui que tem 200 hectares com palma plantada, já temos produtores com 50, 60 hectares plantados com palma resistente. Então em 2010 quando fizemos um seminário aqui no sindicato mostrando o avanço e a ameaça da cochonilha dentro do município, o pessoal não acreditava, era um período em que o pessoal usava o pasto no tempo da pastagem e depois a palma como alimento, então era essa a cultura do pessoal”, explica dizendo que a partir de 2010 foi implantado um novo tempo de conhecimento e novas culturas sustentáveis em todo o município de Barra de Santana.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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