Sindicatos recebem treinamento sobre utilização do sistema de Cadastro do Segurado Especial do INSS

A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB) está promovendo reuniões de treinamento de lideranças sindicais para a utilização do Sistema de Cadastro do Segurado Especial do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) em diversas regiões do Estado da Paraíba .

Um dos eventos aconteceu no últimoi dia 29 de setembro, em Campina Grande, e reunião representações de sindicatos de trabalhadores rurais de municípios do Cariri Oriental, Agreste e Brejo depois de eventos acontecidos no Cariri Ocidental e Sertão da Paraíba.

Rosivaldo Matias Fernandes é diretor de juventude daquela federação e, ao dialogar com Stúdio Rural, disse que a capacitação visa ensinar aos diretores sindicais de como inserir os dados dos agricultores e agricultoras no cadastro do INSS. “A Fetag está promovendo essa capacitação em vários lugares, fazendo por regiões. Nós fizemos na região de Patos aonde nós tivemos primeiramente 50 sindicatos, depois no outro dia nós tivemos mais 40 sindicatos, então noventa sindicatos só naquela área do Sertão. Na terça-feira passada nós fomos para Monteiro onde lá nós convidamos mais 17 sindicatos lá na própria agência do INSS lá de Monteiro, tivemos essa capacitação lá, pretendemos aqui em Capina Grande fazer mais a capacitação de 35 sindicatos, amanhã nós estamos indo para a cidade de Guarabira naquela região do Brejo onde nós vamos fazer cerca de mais 40 sindicatos dali de Guarabira e finalizando com aquela área do litoral vai ser na própria Fetag, em João Pessoa, onde será marcada ainda o dia”, explica a liderança dizendo que os sindicatos ficam responsáveis na construção do histórico das famílias agricultoras junto á Previdência Social.

Paulo Medeiros Barreto é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais(STR) de Barra de Santana, participou do evento e disse que o esforço é no sentido de que os sindicatos mobilizem-se junto aos agricultores no sentido de facilitar a vida dos camponeses que venham precisar de ações da previdência social. “Esse vai ser o ponto principal, porque se ele(agricultor) começa a se documentar agora, se vai ao sindicato faz o cadastramento, para o ano vai e atualiza novamente, o ano seguinte novamente ele vai e faz seu cadastro com atualizações anuais informando as atualizações novas que tem, quando ele chega na previdência a previdência não vai ter como negar, ela não vai mais ter como negar o benefício do trabalhador porque o trabalhador vai estar todo regulamentado perante a previdência com o cadastro”.

Maria Anunciada Flor Barbosa de Morais é presidente do STR de Queimadas e disse ser um novo momento para os beneficiários da previdência que terão um processo de informação eficiente para que na hora de uma aposentadoria não tenha tantas idas e vindas para conseguir justificar que tem a vida ligada a agricultura. “Daqui pra frente vai, com certeza, facilitar no momento da concessão do benefício, os anteriores na verdade terão que comprovar mesmo com documentos que já vem se organizando ao longo dos anos, colocando a sua pastinha para comprovar o período mínimo de carência do requerimento dos benefícios porque são vários tipos de benefícios oferecidos pela Previdência Social e cada benefício tem um tipo de carência diferente”, explica a liderança.

Antônio Pereira Diniz dirige a entidade sindical de São Domingo do Cariri e, ao dialogar com Stúdio Rural, comentou a importância do trabalho a ser exercido pelas entidades sindicais. “Isso é um momento de organização pra cada agricultor e ele não sabe o valor que tem isso aí pra eles, mas a medida em que vamos levando para cada sindicato esse treinamento e passar para o agricultor, isso vai ser o momento melhor pra eles porque vai ser filtrado todos os dados dele como agricultor e por mais que o agricultor as vezes diga que o presidente é enjoado, mas tudo que está sendo feito aí é a realidade de cada agricultor e ele só vai comprovar que é agricultor passando por essa entrevista, daí por diante o passo dele está aberto”.

Geraldo Barbosa de Oliveira é liderança em Boqueirão, participou do evento e disse ser uma ação de fundamental importância para a vida de todos que fazem a agricultura desde os jovens até adultos e velhos na busca de aposentadorias, pensões, auxílios doenças dentre outras. “O sindicato já está com uma pessoa disponível para futuramente fazer esse trabalho e nós também buscaremos estar em campo conversando com os agricultores, chamar os agricultores para que eles possam se aproximar e ter conhecimento desse trabalho que vai acontecer e que no futuro quando ele tiver todo esse banco de dados junto a previdência ele não vai ter nenhuma dificuldade pra requerer uma aposentadoria, uma pensão, um salário, um auxílio doença e vai ser muito mais fácil para o trabalhador, diferente de hoje em que os trabalhadores estão chegando na véspera requerendo benefícios e as dificuldades cada dia aumentando”.

Desde 2009, o movimento dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e o Ministério da Previdência Social vêm discutindo e aperfeiçoando um sistema para formação de um Banco de dados do INSS, previsto na Lei nº 11.718/08, regulamentada através do Decreto nº 6.722/08, em vigor desde 31 de dezembro de 2008, prática que reduzirá a necessidade de apresentação de tantos documentos quando os trabalhadores (as) do campo forem requerer algum benefício.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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