Stúdio Rural evidencia festival da colheita do algodão agroecológico e salão territorial da Borborema

De 11 a 13 deste mês a cidade de Remígio realizou a II Festa da Colheita do Algodão Agroecológico e o I Salão Territorial da Borborema, evento que foi uma realização da Arribaçã com o apoio da Embrapa Algodão, Embrapa Transferência de Tecnologias, Sebrae, Coopnatural dentre outras e foi executado com as ações de difusão diversas e com a participação das famílias agricultoras que vivem a experiência com a agricultura agroecológica com ênfase na produção do algodão que representa para os agricultores e agricultoras uma importante alternativa de geração de trabalho e renda na atividade camponesa.

Uma das atividades desenvolvida no primeiro dia de evento foi um Dia de Campo realizado no Assentamento Queimadas, naquele município, trabalho que congregou segmentos envolvidos na cadeia do algodão a exemplo do setor empresarial, a pesquisa, a extensão e os segmentos da sociedade civil organizada. “Só pode haver uma festa dessas se for através do algodão mesmo”, explica o agricultor experimentador, ao contatar com Stúdio Rural, José de Sinésio(foto), residente no Assentamento Queimadas e que desenvolve um trabalho agroecológico com sucesso de produção e resultados econômicos satisfatórios na dinâmica da diversidade da agricultura familiar, assegurando que a experiência mostra forte domínio da comunidade agroecológica no processo de convivência com o bicudo e que o grande foco atual de ação deve estar ligado ao processo de agregação de valor e de mercado.

Para o representante da ONG Arribaçã, Caliandro Daniel da Silva, a II Festa da Colheita do Algodão representou um momento de comemoração e confraternização entre todos os envolvidos no projeto, momento em que se buscou divulgar as experiências e o uso das boas práticas agroecológicas. Ele informou que na Borborema o tema do algodão agroecológico começou pela escola participativa do algodão tida como espaço informal onde os agricultores, técnicos e pesquisadores iniciaram uma discussão para a reintegração do algodão aos sistemas familiares locais.

Ao dialogar com Stúdio Rural o delegado federal do desenvolvimento agrário no Estado da Paraíba, Marenilson Batista da Silva, falou da importância da atividade algodoeira agroecológica no município de Remígio e garante que a cidade e o município já é referência de experiência tecnológica para o Estado da Paraíba e para a região semiárida como um todo já que trata-se de uma cultura que representou muito para a agricultura regional. “Remígio está se tornando uma referência e é aqui exatamente que nasceu o primeiro algodão agroecológico da Paraíba, muito nos honra minha cidade ter já essa marca de ter sido a primeira cidade em que nasceu o algodão agroecológico, algodão sem veneno produzido pelos agricultores, com comércio justo, isso é muito bom pra cidade mas não somente para essa cidade, mas é bom para o Território da Borborema e é bom para a Paraíba”, argumenta Batista ao falar sobre o consumo de veneno consumido pelo sistema tradicional de produção do algodão convencional e comparando com o modelo agroecológico.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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