Tese de mestrado analisa trajetórias de transição de produtores ecológicos e indicadores de sustentabilidade

O trabalho de Marinês Kerber, mestranda do Curso de Agroecologia e Desenvolvimento Rural na Universidade Federal de São Carlos – UFSCar (Campus Araras, SP), em parceria com a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), orientada por Lucimar Santiago de Abreu, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente e apresentado em 23 de novembro de 2009, buscou contribuir com a discussão sobre a sustentabilidade da agricultura familiar brasileira, mediante a reconstrução das trajetórias de transição de produtores familiares e a construção de indicadores sociais de sustentabilidade, baseada em princípios participativos.

A informação foi repassada pela assessora da Área de Comunicação Empresarial da Embrapa Meio Ambiente, Cristina Tordin, justificando que a aluna explica que o estudo de caso foi realizado na comunidade rural do Verava(foto), município de Ibiúna, SP, onde agricultores familiares aderiram ao modo de produção de base ecológica, motivados pela necessidade de melhoria das condições de renda.

Tordin informou que além da problemática associada ao contexto econômico e social, fundamental neste tipo de pesquisa, partiu-se da hipótese de que as trajetórias de transição de produtores familiares, e, por conseguinte, os indicadores sociais, são influenciados por diferentes aspectos, tais como: experiência profissional, patrimônio cultural, política pública, tipo de organização social e tipo de inserção em mercados (supermercados, feiras livres), influenciando a qualidade de vida dos agricultores e a justiça social local. “Baseado nessa hipótese, explica a orientadora Lucimar, este trabalho teve como objetivo a reconstrução das trajetórias de transição e a identificação e caracterização de indicadores sociais de sustentabilidade, utilizando princípios metodológicos que facilitam o processo de construção participativa, buscando simultaneamente integrar a visão dos agricultores sobre a melhoria da qualidade de vida e os principais obstáculos para a sustentabilidade da agricultura de base ecológica da Microbacia do Verava”, relata a jornalista embrapiana.

Aquela assessora informou que outro fator que norteou o trabalho foi a mobilização dos agricultores para participarem do projeto, a identificação de suas características sociais e culturais, o entendimento do que são indicadores do ponto de vista dos produtores e como informam sobre as características e potencialidades em um contexto de busca de sustentabilidade e desenvolvimento rural. “Também foram criados momentos de discussão para o levantamento de fatores que estivessem influenciando a sustentabilidade da atividade produtiva e da comunidade, de forma positiva ou não, para propor e discutir indicadores que avaliassem a sustentabilidade de acordo com a realidade local, além de analisar os valores sociais associados aos sistemas de produção alternativos e o conteúdo das práticas e técnicas – diversidade de produção, formas de manejo do solo. Também se estudou como as formas de organização em construção podem reduzir as desigualdades sociais e redefinir identidades econômicas e culturais”, finaliza Cristina Tordin.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
Foto  : Lucimar Santiago de Abreu

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