Uso de biodigestor diminui agressão ambiental e aumenta eficiência familiar no meio rural

O uso de um biodigestor na estrutura familiar vem contribuindo com a melhoria na qualidade de vida da família do agriculto Antônio Borges, na comunidade barrocas, município de Soledade no Cariri paraibano.

Com o apoio do Patac e o Coletivo Regional de Educação Solidária, a família desenvolveu um biodigestor que vem contribuindo para a preservação das matas nativas através da queima de gás com o aproveitamento, todos os dias, de cerca de 20 quilos de esterco de bovinos e 15 litros de água que possibilitam o acúmulo do produto para o uso de todos os dias. “A idéia surgiu depois que eu vi que estava ficando difícil de conseguir lenha pra queimar em casa pra cozinhar o feijão dos guris, a gente não tinha condições de está cozinhando com gás de botijão, aí como eu já tinha uma experiência antiga de biodigestor aí procurei conseguir uma forma de construir um diferente do que eu já tinha antigamente, mas que produz gás suficiente pra cozinhar o dia inteiro para a família então hoje eu já estou com quase três anos desse biodigestor lá na minha propriedade e não vejo experiência nenhuma que compare com ela não”, argumenta o agricultor ao dialogar com Stúdio Rural, lembrando que a ONG Patac foi responsável pelo desenvolvimento da tecnologia já que, em Campina Grande a entidade já trabalhava com a experiência com resultados satisfatórios a partir do esterco suíno. “Eles trouxeram a forma de fazer e até me orientaram e até me ajudaram a construir, entraram com a caixa já que eu estava com as condições poucas e eles me ajudaram a construir e hoje já tem dentro do município, através da igreja, mais cinco fora o meu”, identifica.

Borges explica que a invenção ajuda muito já que as fezes dos animais são utilizadas na fabricação do gás e ao final são colocadas na agricultura como fertilizantes das plantas e do solo, garantindo que o processo não é difícil de ser feito, mas que requer o acompanhamento de entidades e ou pessoas com experiência. “Primeiro a gente cava um buraco como quem vai construir uma cisterna, faz um tanque de alvenaria do tamanho que for da caixa(3 mil litros) que ele quiser: se for de dois mil litros a gente faz-se o tamanho, se for de três mil litros ou cinco mil é outro tamanho, coloca o cano de entrada pra gente colocar o esterco, outro cano de saída pra quando tiver aquele material que não tem mais gás ele sai automaticamente, pega uma caixa dessas de fibra e emborca ela dentre do esterco, coloca um material pesado em coima da caixa que pode ser areia pra ela não subir com a pressão do gás e faz a ligação da caixa diretamente com o fogão”, sugere o agricultor, acrescentando que para começar um trabalho semelhante é importante acompanhamento por quem conhece.

O agricultor garante que ao todo foi gasto cerca de R$ 1 mil real e diz que se fosse queimar o gás vendido no mercado, em menos de um ano ele estaria gastando o referente á construção e ao mesmo tempo perdendo de usar o esterco animal e devastando o meio ambiente. “Isso aí depende do tamanho da família. Se a família é duas ou três pessoas na casa, nem precisa de um biodigestor do tamanho do meu, pode ser com uma caixa até de mil litros que consome pouco material pra encher, só que minha família são oito são oito filhos mais o casal de velho faz dez, aí é um bocado de prato de comida pra cozinhar durante o dia, são três refeições grandes e gasta muito gás. Um do tamanho do meu até pra instalar pra duas ou três famílias pequenas ele dar, se as casas forem perto pode instalar pra três famílias” reforça.

Borges garante que depois de três anos de uso da tecnologia ele e a família já tiraram a despesa e, em cerca de dois anos, está trabalhando totalmente de graça quando se relaciona com o gasto externo de recursos da pequena propriedade. “Eu sempre digo: o biodigestor além da economia também está protegendo o meio ambiente, inclusive eu fiz até um verso lá falando desse biodigestor que diz assim: “quem fez o biodigestor era um cara inteligente, usando esterco com água fazendo um fogo tão quente e além da economia protege o meio ambiente”, comemora Borges, afirmando que com cerca de cinco vacas no curral o agricultor já estará com o seu gás garantido, momento em que afirma que todo pequeno agricultor deveria adotar a tecnologia. “É o que eu aconselho a todos eles é isso, é que construa um biodigestor”, aconselha.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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