Colheita do algodão agroecológico no Cariri está em pleno desenvolvimento

Em fase plena de colheita, esta é a fase em que se encontra o processo de produção do algodão agroecológico na região do Cariri paraibano que durante este mês de outubro comemora uma produção de cerca de 08 toneladas de algodão em rama dividas por 08 famílias que ocupam uma área de cerca de 15 hectares com uma produção agroecológica e diversificada com culturas destinadas a alimentação das famílias de agricultores e o rebanho animal que produz leite e carne.

Segundo o representante do Patac, ONG que trabalha em parceria com o Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú, agrônomo Emanoel Dias, o projeto de produção agroecológica do algodão envolve famílias que estão nas cidade de Soledade, São Vicente do Seridó e Cubati, onde as famílias estão em fase de colheita do produto o que já tem demonstrado satisfação já que na mesma área as famílias trabalham diversificada linha de produtos agrícolas. “A gente já vê nas conversas a alegria do resgate do algodão que já foi uma cultura muito presente nas comunidades e hoje o pessoal está resgatando aquele valor de plantar algodão, então você chega lá eles comentam da satisfação de está colhendo algodão”, comemora a liderança, acrescentando que atrelado ao algodão tem todo um conjunto de iniciativas que vêm sendo desenvolvidas pelas famílias no sentido de resgatar as sementes num processo dinâmico de seleção de cultivares locais destinadas ao fortalecimento dos Bancos de Sementes dentre outras.

Dias garante que já são muitas famílias interessadas em produzir no próximo ano na dinâmica da ASA Paraíba de Produção sustentável e, neste aspecto diversos intercâmbios e trocas de experiências nos campos produtivos estão sendo realizados para que haja uma ampla disseminação do novo modelo produtivo de agricultor para agricultor onde eles mesmos colocam seus avanços, metas e desafios. “Eu acho que o grande avanço neste sentido é o trabalho em rede a partir da dinâmica onde a gente vai compartilhando esses desafios com o pessoal da Borborema, com pessoal do Auto Sertão, do Médio Sertão então a gente consegue que a rede busque alternativas para o conjunto da agricultura porque essa forma de sair do isolamento para você trabalhar no conjunto facilita em todos os sentidos, seja ele na viabilidade econômica, na viabilidade técnica e também educativa”, explica o agrônomo.

Ao ser entrevistado por Stúdio Rural Emanoel relata que no Cariri já está certo a venda do algodão em pluma para a empresa campinense Coopnatural, empresa especializada na agregação de valor ao algodão agroecológico através da confecção de roupas especializadas, o caroço do algodão será trabalhado de duas formas onde, num primeiro momento faz-se uma seleção da semente para o próximo plantio e noutra etapa faz-se o esmagamento para a retirada do óleo e o fabrico da torta para a alimentação do rebanho. “Estamos marcando uma reunião para reunião com os agricultores para a gente avançar nesta questão da comercialização onde todo o material vai para Juarez Távora para o processo de beneficiamento onde a idéia é fazer um beneficiamento coletivo, depois discutir com as outras regiões na Rede Paraíba Algodão sobre o processo do trabalho, quais são os desafios e avanços e também investir na questão da formação porque agora diversos agricultores estão querendo plantar mas para que esses que começaram a plantar no Cariri teve todo um processo de organização, de formação para saber de que forma está plantando”, argumenta Dias.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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