Produtores de alho de Ribeira realizam reunião para discutir novos projetos

Produtores de alho da comunidade Ribeira de Cabaceiras realizaram uma reunião na última quarta-feira(08) para discutir assuntos relacionados a retomada das ações em torno da nova etapa do Projeto de revitalização style=mso-spacerun: yes>  da cultura que já representou uma das principais economias para aquele município caririzeiro paraibano. Uma meta foi a prestação de contas por parte da Cooperativa de Serviços Gerais, Coopagel que está trabalhando a primeira etapa do projeto financiado pela Petrobrás e que consistiu na capacitação das famílias e plantio da cultura, instalação da agroindústria para o beneficiamento do produto e a compra de um automóvel para o apoio dos trabalhos, ações que estão em desenvolvimento.

“O objetivo desse encontro na comunidade da Ribeira aqui em Cabaceiras é o seguinte: é discutir o novo projeto da Petrobrás para a revitalização do cultivo do alho, desta vez com novas famílias, são famílias que foram associadas a ARPA que é a associação ribeirense aqui da comunidade produtora de alho e esse novo grupo ainda não é associado e que vai fazer parte também desse novo projeto porque eles também são agricultores familiares e merecem também participar desse projeto, vai ser importante a participação de todos nesse domingo agora de 09 horas da manhã aonde vai ser discutido novo projeto da Petrobrás e vai ser inserido novos produtores”, argumenta o representante da Coopagel, Carlos da Luz ao dialogar com a equipe Stúdio Rural.

Para o também representante da Coopagel na região do Cariri, Roberto de Oliveira Barros, o papel da Coopagel naquela reunião foi passar para a sociedade os temas relacionados aos recursos que foram disponibilizados através de contrato e convênios com os governos federal, estadual e municipal. “Então convocamos essa assembléia para disponibilizar a prestação de contas do projeto que foi implantado aqui na comunidade da Ribeira e aí é nosso objetivo de repassar para os agricultores socializando todos os gastos, os custos e despesas provenientes desse recurso oriundo do governo federal”, argumenta Barros.

Já para o representante da Embrapa Campina Grande, Heleno Alves de Freitas, mesmo com os problemas apresentados no desenvolvimento do projeto, o empreendimento ainda é viável, é justo e vai dar qualidade e encaminhamento a comunidade, mas argumentou ter percebido divergências entre membros da associação, dizendo ser preciso que a comunidade se organize, resolva as pendências internas existentes para que as entidades parceiras possam trabalhar novos encaminhamentos citando a Embrapa como exemplo que tem interesse em revitalizar o Alho Branco de Cabaceiras tido como uma das melhores variedades de alho, mas acredita ser necessário que a sociedade esteja organizada para que as empresas e entidades parceiras possam operacionalizar. “Nós com nossa responsabilidade social que temos com esse governo não vamos pegar dinheiro do governo federal e botar numa sociedade que está dividida, ou eles se organizam ou nós nos afastamos e iremos pra outra localidade, com certeza terá próximo daqui comunidade que tem interesse em produzir e nós vamos pra lá trabalhar esse projeto”, argumenta Freitas ao falar sobre constantes conflitos apresentados no evento durante pedido de prestação de contas por parte da ARPA que por sua falta está atrasando o desenvolvimento de projetos de apicultura, avicultura de capoeira, artesanato, caprinocultura e irrigação junto ao Projeto Dom Helder Camara do MDA, Ministério do Desenvolvimento Agrário, projetos que, segundo argumentos colocados na reunião, têm sido prejudicados por falta da prestação de contas da entidade dos produtores de alho já que as ações governamentais, através das organizações, são desempenhadas de forma integradas.

O presidente da ARPA, Associação Ribeirense dos Produtores de Alho, Carlos José, garante que a prestação de contas já foi prestada aos associados e que aquela naquela reunião houve mal interpretação do fato já que parcela dos participantes fazem parte dos novos componentes interessados em fazer parte da outra etapa do projeto de plantio de alho que está em andamento junto a Petrobrás. “A prestação de contas da ARPA é uma coisa e a prestação da Coopagel com recursos Petrobrás é outra. A Arpa tem a ver com os recursos do Projeto Dom Helder e recursos do MDA, são três recursos, de R$ 26 mil reais, também nós temos a prestação de contas mas esse aí a gente não gastou nem o recurso todo com a Conab, são R$ 32 mil reais então são volumes de recursos que estão sendo investidos dentro da comunidade e isso não é uma coisa fictícia, nós temos aí produção nós temos prédio pronto no projeto da Petrobrás, nós estamos agilizando tudo da mesma forma então a prestação de contas da Petrobrás é a Coopagel que faz, a prestação do projeto FISP de R$ 26 mil reais com o Projeto Dom Helder é a ARPA que faz então a gente está dando encaminhamento agora mesmo para os técnicos da Coopagel que são parceiros do projeto pra poder fazer os encaminhamentos legais”, argumenta Carlos como forma de esclarecimento pelos descontentamentos naquela reunião.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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