Agricultor de Soledade começa novo tempo de produção rural graças às ações sustentáveis de recursos hídricos

Mesmo com as poucas chuvas registradas neste ano agrícola na região do Cariri, está sendo possível produzir frutas, verduras e produtos tradicionais a exemplo de milho e feijão além de ração para a alimentação do rebanho na unidade rural da família do agricultor familiar, Manoel Antero Lopes, Lucas de Antero(foto esquerda), e da esposa dele, dona Maria de Lurdes, residentes no sítio Ramada de Soledade já que a família vem desenvolvendo ações estruturadoras de recursos hídricos na propriedade rural.

Na última terça-feira(06/07) Domingo Rural visitou a família para conhecer as experiências e compartilhar as informações através da Rádio Serrana de Araruna AM 590 kHz, Rádio Cultura de São José do Egito AM 1320 kHz e Rádio Independente FM do Cariri 107,7 MHZ por tratar-se de ações que têm papel fundamental para que outras famílias possam exemplarmente desenvolver em outras microrregiões dos estados diversos do semiárido nordestino, meta almejada pelas entidades da ASA Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro e, na Paraíba, pelas entidades da ASA Paraíba a exemplo do PATAC e entidades do Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú.

Domingo Rural entrevistou o agricultor responsável pelas ações, Manoel Antero Lopes, Lucas de Antero e a esposa dona Maria de Lourdes que falaram sobre a dinâmica que vem sendo desenvolvida na unidade rural e o papel exercido pelas entidades parceiras PATAC, Coletivo e Sindicato dos Trabalhadores Rurais e outras e garante que as diversas culturas existentes na propriedade em pleno mês de julho seria impossível sem a barragem subterrânea já que com as poucas chuvas acontecidas as águas teriam passado pelos riachos sem nenhum barramento e assim as terras se manteriam secas sem condição de conservar as culturas. “A pouca água que tivemos ajuntou na barragem e serve para ir criando o capim mesmo porque se não fosse a barragem eu não tinha como criar, porque aonde é que eu ia buscar o que comer. Eu mesmo crio uma base de 30 cabeças de ovelhas, umas oito de gado, mas em razão da barragem, a barragem é quem me ajuda”, explica Antero fazendo um balanço das culturas diversas existentes na unidade produtiva dentre as quais mais de 30 pés de caju em frutificação e muita pinha além de ampla variedade de capins destinados a construção de style=mso-spacerun: yes>  silos e alimentação de forma direta para o rebanho. “Agora fiquei com mais palma porque de primeiro eu acabava mais a palma porque eu não tinha a barragem subterrânea, aí veio o capim, veio a palha de milho verde e a palha seca, aí a palma já diminui mais para sustentar os bichos”, comemora.

Já Dona Maria de Lourdes, conta que a contrapartida da família foi de ampla significância já que foi período de muito trabalho, muita mão-de-obra. “No começo causou sucesso o trabalho desse homem aí, não é pra todos não. Chegava os irmãos dele, meus dois rapazes que nesse tempo eram solteiros e ajudou a cavar aquele buraco. Quando a gente chegava lá pra levar café pra esses cristãos, esses homens eram molhados da cabeça aos pés de suor dentro daquele buraco, então chamavam isso é um louco”, relembra Dona Lourdes ao dialogar com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna, Rádio Cultura de São José do Egito e Rádio Independente de Serra Branca.

Dona Lourdes informou que atualmente os filhos estão trabalhando em São Paulo e de lá enviam dinheiro para compra e engorda de animais bovinos e ovinos como forma de fazer uma poupança familiar e garante que pouco a pouco a qualidade de vida da família vem mudando para melhor. “Se todos que moram por aqui tivessem a idéia que nós tivemos a gente não ia tanto para o mercado comprar as coisas não. É porque as condições é pouca, a gente tem vontade que ali fosse um trabalho irrigado, mas não tem como”.

No início deste mês de julho a família plantou milho e feijão e garante que no mês de outubro muito milho e feijão verde estarão a disposição da família e vizinhos, prática impossível sem o barramento das águas de chuvas através da barragem alternativa. “O recado que eu falo é assim: que deixem certas obrigações que tenham e que não tenha futuro e vá fazer o que Lucas está fazendo para que mais cedo ou mais tarde não está passando gado e gente com sede”, aconselha a agricultora familiar ao dialogar com os ouvintes do Domingo Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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