Agricultor fala sobre ações sustentáveis no semi-árido de Soledade

Viver no semi-árido nordestino não é tarefa fácil, principalmente para quem se dedica à produção agrícola e a pecuária já que a região tem limitações profundas na distribuição das chuvas o que requer, por parte de agricultores e criadores, uma estratégia de trabalho que garanta alimentação para o ser humano e para os animais em todas as épocas do ano.

Neste domingo(27), Domingo Rural conversou com o agricultor e pecuarista familiar, Aldo Costa, residente no Sítio Açude Velho no município de Soledade, Cariri paraibano que falou sobre a estratégia desenvolvida por ele para proporcionar alimento para a família e para os animais, gerando ocupação e rende em todas as estações do ano, num trabalho que conta com o apoio das entidades de agricultores vinculadas a ASA-PB, Articulação do Semi-árido Paraibano.

Em entrevista concedida ao Domingo Rural ele garante que a forma de fazer agricultura mudou quando relacionado ao modelo que era desenvolvido por ele e família a cerca de 15 anos passados e que hoje, com o apoio da Associação local, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Soledade e de outras parceiras, a propriedade conta, com ações integradas e estruturadoras que facilitaram a vida da família, proporcionando as condições de desenvolver agricultura com produtividade. “Viver no Semi-árido é difícil, mas não é impossível. Desde que você tenha organizado no período do inverno fazendo seu armazenamento de forragem dá pra você atravessar o verão divinamente bem. Agora se você não faz isso, aí se torna mais difícil ainda”, informa Costa, justiçando que a maior dificuldade no Cariri no ano de pouca chuva é a questão da água para os animais, mas mesmo assim ele ainda tem um pouco de água acumulado porque a família fez o máximo possível em ações estruturadoras, porque os bichos vão beber água depois de comer a palma porque, desta forma, eles bebem menos água.

Ele disse que a barragem subterrânea desenvolvida na propriedade está sendo possível armazenar forragens para alimentar os animais nos períodos críticos de cada ano. “Veja só, se não fosse a barragem subterrânea, esse ano eu não tinha condições de armazenar um quilo de forragem, mesmo assim sem inverno nenhum com as poucas chuvas que teve eu armazenei 22 mil quilos de forragem e silagem, fora o feno que aproveitei também”, comemora o agricultor, relatando que é muito a variedade de culturas utilizadas para desenvolver a alimentação do rebanho, citando como exemplo a maniçoba, a gliricídea, leucena, palma dentre outras que fazem o balanceamento da ração e proporcionam produção durante todo o ano.

Aldo falou como fazer uma boa silagem e um excelente feno, evidenciando o período e época certa para se guardar a ração com as propriedades nutricionais da cultura, inclusive sobre a importância de ter a apicultura associado ao modelo de produção camponesa.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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