Agricultura familiar continua luta para ter concluído Banco Mãe de Sementes no Pólo da Borborema

Continuar a luta na busca de melhorias para a agricultura familiar de todos os municípios do Brejo, Curimataú e Agreste da Paraíba, vinculados ao Pólo Sindical e Entidades da Borborema, é a meta que vem sendo empreendida pelas entidades de agricultores e agricultoras organizadas através dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e associações comunitárias de agricultores e, na tarde da última quarta-feira(27/04) e estiveram recebendo o governador do Estado da Paraíba, Ricardo Coutinho, onde apresentaram um documento reivindicatório de um conjunto de ações políticas para a conclusão do Banco Mãe de Sementes que tem estrutura a ser implementada no município de Lagoa Seca e que servirá como suporte para a preservação das sementes da agricultura familiar de toda a região.

Na ocasião o governo do Estado deu por inaugurada a primeira etapa que vem em construção desde cerca de quatro anos de trabalhos e promete a continuidade das obras para que em breve as famílias e entidades de agricultores possam iniciar o uso daquele equipamento que contabiliza amplo atraso na construção e onde serão armazenadas a diversidade das sementes da agricultura familiar agroecológica de toda a região.

O prédio dispõe de um galpão com capacidade para 20 toneladas de sementes, um almoxarifado, escritório e sala de aula. Além disso, contará com um centro de atividades múltiplas, alojamento para 30 pessoas, refeitório e cozinha.

O tema foi evidenciado no Programa Universo Rural da última quinta-feira(28/04) que entrevistou o componente do Pólo Sindical da Borborema, Nelson Anacleto; secretário da agropecuária e pesca do estado, Marenilson Batista; e o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Nelson Ferreira que falam sobre ações e perspectivas para a preservação das sementes da agricultura agroecológica no Pólo da Borborema.

“A gente está acreditando não só nas palavras, mas no gesto que tem assumido várias pessoas do Governo do Estado através da SEDAP, como o próprio secretário da agricultura, secretário da agricultura familiar, o próprio presidente da Emater e o próprio governador na sua fala, quer dizer, e a gente acredita plenamente que o Governo do Estado está entendendo a importância que tem a agricultura familiar na economia paraibana e entendendo o potencial que tem agricultura familiar e evidentemente e entendendo o importante papel que tem esse banco de sementes-mãe para preservar nossas sementes, as nossas variedades e fortalecer as várias dinâmicas que os agricultores vêm construindo nesse território da Borborema”, explica Nelson Anacleto acrescentando que a discussão já vem se arrastando por governos passados e que espera conclusão nesta gestão. “Justiça se faça, nós entregamos um documento ao governador e ao seu governo, porque para as outras secretarias encaminhamos também, então nós ressaltamos que essa obra vem perpassando de governos e hoje são três governos e, pra ser sincero e franco, é a primeira vez que a gente pelo menos escuta a compreensão e o compromisso de que a gente vai concluir a obra. Antes nós víamos aí os movimentos sociais eram sempre enrolados, inclusive a gente sabe que nessa obra tinha um projeto original de quando foi constituído a idéia da obra pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, o Território e o Estado, só que ao longo dos anos o projeto original foi desvirtuado, tanto é que esse projeto hoje que é ligado a primeira etapa da obra ele ainda tem alguns complementos, falta ainda alguns reparos que o Estado já assumiu o compromisso com as organizações do Território em resolver”.

O secretário da agropecuária e pesca do estado da Paraíba, Marenilson Batista, disse ter o evento como de importância já que ele é do entendimento de que a inauguração da primeira etapa da obra representa o empoderamento por parte dos agricultores e a parceria com a gestão do Governo Ricardo Coutinho para garantir que o programa estadual de sementes tenha espaço e complemento em parceria com a agricultura familiar do Estado. “O segundo passo é exatamente ocupar esse espaço, dar uso a ele e fazer as obras complementares como é o caso da questão da água e a questão da passagem molhada e da subida para o banco mãe de sementes. Nós entendemos que isso é importante, mas nós entendemos que muito mais importante do que tudo isso é estabelecer essa parceria de uma construção participativa de um programa estadual de sementes”.

Nelson Ferreira é diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca e disse que a expectativa da agricultura familiar agroecológica é grande já que trata-se de um espaço onde estará sendo trabalhado o processo de preservação da qualidade genética das sementes da agricultura familiar além de espaço de construção do conhecimento e do saber, atividades e vivências camponesas. “Entendemos que esse espaço passa pelo cunho e que os agricultores sejam os sujeitos no que está sendo construído e na gestão do espaço. Compreendemos nós do Pólo, compreendemos nós do próprio Fórum do Território da Borborema que esse espaço tem que ser um espaço em que a gestão e domínio e que os agricultores apareçam como sujeitos no todo e que a contrapartida do Estado seja exatamente financiar custos difíceis de serem patrocinados pelos agricultores e pelas organizações”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Universo Rural

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