Agroindústria familiar em Soledade poderá funcionar com energia solar financiada pelo MDA

A agroindústria familiar do grupo de mulheres da Comunidade Lajedo de Timbaúba, em Soledade poderá ter boa parte de seu funcionamento com energia solar, decisão tomada em recente reunião do Fórum de Desenvolvimento Rural do Cariri Oriental que homologou como uma das prioridades, a estruturação daquela unidade de produção que envolve atualmente um grupo de cinco famílias representadas por mulheres daquela comunidade.

Stúdio Rural entrevistou o engenheiro do Senai, Newmark Hainer da Costa, após proferir uma palestra para os componentes territoriais na cidade de São João do Cariri e ele falou para os ouvintes das emissoras parceiras de Stúdio Rural sobre a eficiência do sistema da Cunha, do funcionamento da agroindústria e outras atividades rurais a partir do uso da energia solar. “Energia solar é uma tecnologia que já está a nossa disposição, no Senai nós temos toda uma estrutura, todo um pessoal qualificado que pode dar um suporte técnico na disseminação dessa tecnologia e estamos aí, esse é o nosso papel”, argumenta aquele profissional, garantindo que os custos com a energia cairá de forma radical, não sendo queda total porque o sistema não terá baterias de acúmulo da energia para o uso no período noturno.

Ele falou para os ouvintes sobre como é feito a troca da energia solar com a energia elétrica de forma automática sem a necessidade da pessoa humana. “O sistema é automático, então quando o sistema percebe que não tem sol suficiente pra gerar energia, automaticamente ele comuta para a rede elétrica que está presente lá e, o usuário, nós nem percebe que a partir daquele instante já está usando energia está usando energia da rede”.

Newmark garante que a energia solar é de alta eficiência para a agricultura familiar com capacidade de bombeamento que possa atender aquelas famílias interessadas em trabalhar a irrigação a partir da energia solar. “Você pode aproveitar o sol durante o dia, bombeia a água para um sistema elevado de 15 mil litros ou mais dependendo do seu sistema e ao final da tarde você começa a irrigação da sua cultura que, dependendo da quantidade de água, você pode tranquilamente 5 ou 10 hectares por gotejamento sem maiores dificuldades sem gastar nenhum centavo com energia”, argumenta ele, garantindo que a melhor forma de acessar o serviço é através de comunidades organizadas e lembra da importância de técnicos eletricistas se capacitarem nesta tecnologia adaptável para que seja uma tecnologia de melhor adoção por parte do empreendedores que terão a certeza da manutenção necessária posteriormente.

O agricultor Inácio Tota Marinho é componente da Associação dos Agricultores e Agricultoras da Comunidade Lajedo de Timbaúba e falou sobre o acompanhamento das entidades de agricultores do Coletivo de Educação em parceria com o PATAC e sobre as dificuldades das famílias que estão beneficiando a fruticultura da região em razão dos preços altos da energia fornecida pela empresa fornecedora da energia tradicional. “A gente fica com cuidado por conta das contas de energia que ficam altíssimas para o pequeno agricultor se desenvolver, já procuramos vários meios de órgãos sobre se podia diminuir os gastos e nunca tivemos uma resposta de nada, então agora nós estamos encontrando uma via através da energia solar que possa diminuir essa potência de valores, esse custo altíssimo que se paga em manutenção de luz e ela pode produzir mais gastando menos prá poder ter mais resultado nas vendas”, esclarece Tota. “Nós temos muito medo de produzir mais com medo da energia que é altíssima”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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