Avicultura caipira e suas crises é destaque em entrevista desta semana

A produção da avicultura caipira aqui no Estado está passando por um momento muito difícil por conta da falta de apoio e organização do arranjo produtivo local por parte até mesmo dos entes do governo do estado, mas a gente está numa luta junto ao pessoal que se envolve nesse arranjo produtivo pra ver se a gente consegue sensibilizar o estado, os órgãos públicos e entidades representativas pra dar um olhar diferenciado para a produção de frangos e ovos caipira aqui no nosso Estado. A afirmativa é do coordenador de produção e comercialização da Cooperativa Paraibana de Avicultura e Agricultura Familiar(Copaf), zootecnista Wendell José de Lima Melo, ao dialogar com nosso publico ouvinte Domingo Rural e esperança no Campo desta semana.

Wendell falou sobre a importância da avicultura caipira como produto a somar com a diversidade da agricultura familiar que cumpre papel gerador de empregos no campo e produção para a segurança alimentar do campesinato e oferta alimentícia para o mercado rural e urbano e garante que as famílias, de forma cooperada, vêm conquistando importante parcela no mercado privado, mas que espera contrapartida dos governos para o fortalecimento da cadeia produtiva. “Temos muita gente com aviários ociosos sem estar produzindo, gente que fez empréstimos em banco e que está devendo esse dinheiro e a gente tem que ver como é que a gente vai se somar com esse pessoal pra melhorar a vida deles e que eles não fiquem com esse endividamento nos bancos, então a gente precisa fazer uma grande campanha pra sensibilizar Estado e entidades pra ver como é que a gente vai fazer com que essa cadeia seja viabilizada novamente através de compras públicas tipo PAA, PNAE, compras emergenciais e o que for necessário pra fazer essa cadeia produtiva voltar a girar, gerando renda e emprego no campo”, explica aquela liderança em contato com nosso público ouvinte.

Wendell explicou ser urgente o processo de organização das entidades e agricultores já que a intervenção do governo para controlar a elevação abusiva nos preços dos insumos não tem sido registrada fazendo com que as famílias agricultoras deixem gradativamente as criações. “Outro fator que está comprometendo muito o arranjo produtivo local é a questão dos preços dos insumos, você está vendo a realidade aí nessa pandemia, por falta de um planejamento do governo federal como um todo, sem pensar num abastecimento interno com grãos que em sua maioria foram exportados”, explica dizendo que muita gente está saindo do setor porque não está conseguindo repassar os elevados preços para o mercado consumidor. “A gente está, enquanto Copaf, fazendo o máximo pra sobreviver nessa situação e tentando provocar as discussões necessárias, dentro dessas provocações quem mais nos ouve e que trabalha em prol do segmento hoje é o sistema OCB da Paraíba que sempre tem provocado reuniões discussões a respeito disso, conversado com o próprio Ministério, com outras entidades a respeito dessa situação, mas infelizmente a gente não tem tido muito retorno positivo, por outro lado nós temos uma grande parceira que se chama Sistema Faepa/Senar no que tange a assistência técnica”, relata dizendo que o setor rural está amplamente desarticulado e, em razão disso, o governo já não os reconhece como representações políticas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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