Com tecnologias sociais: agricultor queimadense parte do quase zero para mais de 2 milhões de litros de água de chuva

Até anos recentes era comum acontecer uma pequena, média ou grande chuva e, ao término da precipitação, a família do agricultor Lourival Nunes Medeiros e família adjacentes, residentes no sítio Pinhões de Queimadas, perceber que nada ou quase nada de água havia se acumulado por falta de reservatório na propriedade ou ao arredor da residência.

Essa realidade mudou depois que as ações do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas e Polo Sindical da Borborema, via financiamento do Governo Federal, dentre outras parcerias, chegaram àquela e as comunidades diversas daquele município localizado no Território da Cidadania Borborema e que vêm proporcionando estruturação nas unidades rurais familiares e mudando para melhor a condição de vida das famílias camponesas.
Na manhã do último sábado(21/02) o Programa Esperança no Campo da Rádio Queimadas FM trabalhou o tema, entrevistando o agricultor Lourival Nunes Medeiros e a agricultora Iracema Nunes Medeiros, residentes naquela comunidade, a partir de uma visita de campo realizada na segunda-feira de carnaval(16/02) quando checou in loco a nova realidade que, com a possível chegada das chuvas, proporcionará quantitativo de recursos hídricos nunca alcançado na história de vida daquelas famílias agricultoras.
Trata-se de um núcleo familiar composto por quatro residências em propriedades próximas que com a política pública, estão contempladas com quatro cisternas de placas do Programa Um Milhão de Cisternas(P1MC), dois barreiros trincheiras com capacidade de 500 mil litros de água cada, duas cisternas calçadão com capacidade de 52 mil litros do Programa Uma Terra e Duas Águas(P+2), recuperação de uma lagoa com capacidade para mais de 1 milhão de litros de água,  dentre outras ações que prometem muito enquanto instrumento redentor no processo de convivência com o semiárido. “Essa é uma ação que muito nos ajuda, porque se não fosse o governo federal a gente estava todo mundo desmantelado, porque ninguém tinha condições de fazer uma cisterna dessa, em torno de R$ 6 ou 7 mil reais pra você tirar do bolso, como é que você ia tirar””, questiona Lourival durante ampla entrevista ao se reportar a nova cisterna que, por tão recente, não tinha sequer sido pintada.  
Iracema Nunes Medeiros é agricultora, vizinha e mãe de Lourival, entrevistada por nossa equipe fala sobre a nova realidade vivenciada por aquelas famílias (noras, filhos e netos) próximas que, segundo ela, passarão a proporcionar produção de alimentos que não eram possíveis de serem produzidos e, portanto, não faziam parte dos hábitos alimentares daquelas famílias. “Estamos vivendo tempo muito melhor, porque pra trás já sofremos muito. Olhe, de Lula pra cá a vida mudou muito e agora quando chegou mão Dilma, principalmente” relata e comemora a agricultora em entrevista ao Esperança no Campo e Domingo Rural. 
Ela disse acreditar que ampla variedade de plantas será trabalhada pelas famílias com culturas que alimentem a pessoa humana e o excedente passe para venda ao mercado já que o sindicato vem marcando presença constante e já fala em construir um espaço de venda direta dos produtos de forma agroecológica ao consumidor de Queimadas e aos mercados governamentais tipo PAA e PNAE.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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