Cooperativa paraibana promove encontro falando sobre inseminação artificial convencional e sexada

Discutir a importância da inseminação artificial convencional e sexada no rebanho leiteiro do Compartimento da Borborema foi um dos objetivos de um encontro promovido pela Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri, na última quarta-feira(23/02) que aconteceu no auditório da Sociedade Rural da Paraíba, situado no Parque de Exposição Carlos Pessoa Filho, em Campina Grande.

Do evento participaram técnicos da área e produtores que compartilharam informações repassadas por profissionais da empresa ABS Pecplan de Uberaba-MG e que falaram sobre a importância da inseminação artificial que já vem sendo utilizada pelos pecuaristas de todo o Brasil e também falar sobre a nova modalidade de inseminação denominada de Inseminação Sexada que dar condições técnicas para que o pecuarista opte em fazer com que a vaca tenha barrigas de bezerras ou bezerros na hora da concepção em tempo de cio da vaca.

Palestrante no evento, Fernando Vilela Vieira, gerente de produto sêmen sexado da ABS falou sobre o que é o processo na nova modalidade e sobre sua eficiência e, ao participar do Programa Domingo Rural deste domingo(27/02), explicou em que consiste a nova técnica. “Basicamente nós viemos falar em termo de sêmen sexado de fêmea para aplicação de rebanho de leite que hoje traz um diferencial muito grande para o produtor, podendo inseminar e poder ter um percentual de fêmeas maior”, explica Vilela ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras de Domingo Rural, garantindo que a nova prática oferta um ganho de bezerras acima de 92% além de falar sobre os investimentos a serem trabalhados pelos produtores que queiram fazer parte no novo modelo pecuário produtivo.

Mário Jorge Silva Magalhães é técnico da ABS e palestrante no evento falou sobre a importância da prática de inseminação artificial que, segundo ele, tem dado melhores condições de se produzir com mais eficiência de forma a apresentar produtividade e, ao falar com os ouvintes de Domingo Rural, citou importantes vantagens que o produtor terá com as novas técnicas. “Entre as principais a gente pode citar o melhor controle sanitário do rebanho em que você impede a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como por exemplo compilobacteriose, tricomonose. Você passa a lançar mão de touros provados, ou seja, você tem a certeza do que serão os seus futuros produtos e o que eles podem trazer em termos financeiros e hoje temos a tecnologia do sêmen sexado que eu considero o futuro da pecuária de leite. Como é que numa atividade globalizada como a produção de leite você vai conseguir concorrer com produtores de outras partes do mundo que tem 80 a 90% de seus nascimentos de fêmeas? Então isso se tornará impossível brevemente”, explica e questiona aquele técnico.

Antônio Dimas Cabral é pecuarista na região do Cariri Oriental e, ao conversar com Stúdio Rural, disse que a inseminação é uma tecnologia já utilizada pelos pecuaristas e que veio para melhorar o rebanho e o modelo produtivo, mas lamentou que na Paraíba ainda seja pequeno o número de produtores que usam a tecnologia em seus criatórios. “Então a gente está querendo expandir as melhorias que em questões de melhoramento genético do nosso rebanho é muito interessante pra gente. E agora que está havendo as novidades como o sêmen sexado onde a gente direciona o sexo dos animais que a gente quer dentro da fazenda, ou macho ou fêmea”, explica o pecuarista que tem atividade pecuária no município de Caturité e que é médico na cidade de Campina Grande. Ele disse que a Coapecal na qual ele é associado está no caminho certo quando busca o melhoramento do rebanho dos associados objetivando tornar uma atividade cada vez mais competitiva. “Vamos a partir dessa palestra fazer uma parceria com a ABS Tecplan e fazer um melhoramento e ter aquilo que a gente mais deseja que é o melhoramento, mais leite dos animais e mais animais do sexo fêmea, mais vacas produzindo leite”.

Já o diretor da Coapecal, Marcelino Trovão de Melo, disse que aquela empresa cooperada tem assumido o papel de cada vez mais trazer novas tecnologias para melhorar a qualidade de vida do produtor através da eficiência produtiva. “Isso é como se fosse o embrião em que está se desenvolvendo e que posteriormente levaremos isso ao contexto geral de todos os produtores em todas as regiões. É apenas um início de um processo para depois a gente aumentar essa parceria que atinja todos os nossos produtores em todas as regiões”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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