Embrapa e entidades realizam nono módulo de curso sobre Algodão Agroecológico no semiárido

Durante os dias 05, 06 e 07 de agosto a Embrapa em parceria com as entidades de agricultores realizaram o nono módulo do curso de formação sobre produção do algodão em consórcios agroecológicos na agricultura familiar do semiárido brasileiro evidenciando temáticas relacionadas a pós-colheita e avaliação geral com ênfase para a certificação, comercialização, Rede Nordeste de Algodão e planejamento de encontros e congressos futuros próximos que venham fortalecer os conhecimentos e experiência no processo de produção sustentável da cultura.

O evento aconteceu no Centro e Eventos Maristas e contou com agricultores multiplicadores do projeto de produção que está sendo trabalhado no Cariri paraibano, Apodi do Rio Grande do Norte, Sertão do Ceará e Pajeú pernambucano que tem financiamento do Governo Federal e Petrobrás com gestão de entidades parceiras a exemplo do Esplar no Ceará e Projeto Dom Helder Camara.

No segundo dia de evento as entidades realizaram uma visita de campo no Assentamento Queimadas, município de Remígio, que conta com uma das mais importantes experiências com produção agroecológica do algodão na região semiárida brasileira com consórcios, épocas apropriadas de plantio dentre outros manejos definidos que vem oferecendo resultados positivos de produtividade por área e convivência com as pragas comuns de ataque ao algodão no semiárido brasileiro.

Para o representante da Área de Comunicação Empresarial e Negócios Tecnológicos da Embrapa Algodão, Isaias Alves, as parceiras trabalharam informações que serão multiplicadas na base, especialmente por agricultores e agricultoras que já estão desenvolvendo a cultura no processo de pesquisa participativa onde todos buscam respostas de como produzir o algodão agroecológico na perspectiva de aumentar ano a ano o número de famílias produzindo em todo o semiárido nordestino. style=mso-spacerun: yes>  “É um desafio está construindo esse conhecimento, eu também tenho essa preocupação enquanto técnico da Embrapa, enquanto essa área está pequena está se dando para controlar o bicudo, quando essa quantidade de agricultores se multiplicar e muito mais gente plantar algodão então é uma preocupação que a gente vai ter que ter porque no sistema agroecológico você sabe que não tem medida de combate assim tão efetivo, a gente tem que conviver com esse inseto, com o bicudo, mas, de uma maneira muito cuidadosa, é uma experiência nova pra gente, mas a gente tem umas estratégias aí que está, quem sabe, uma rotação de culturas com plantio em ano sim outro não, tipo de coisa desse tipo para que essa situação não venha crescer em níveis muito altos porque aí realmente causa sérios problemas”.

O representante da empresa francesa Tudo bom?, Thomas Favennec, disse ter sido encontro interessante por reunir diversificados interesses em torno do algodão agroecológico, fortalecendo a cadeia e beneficiando de forma direta o produtor rural, explicando que a Tudo bom? é uma iniciativa entre França e Brasil e objetiva montar cadeias produtivas ecológicas desde o plantio do algodão até a costura final com ações no Estado de Pernambuco e Rio Grande do Norte onde aquela empresa compra o algodão agroecológico dentro dos princípios de comércio justo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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