Embrapa e Governo da Paraíba discutem algodão agroecológico para ação na agricultura familiar

Apresentar as ações exitosas do algodão agroecológico nos sistemas de produção na agricultura familiar foi um dos objetivos de uma reunião que aconteceu na última segunda-feira(07/02) na Embrapa Algodão Campina Grande, exposição que foi feita por técnicos daquela casa de pesquisas que trabalham a cultura nos sistemas diversificados em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.

O pesquisador Fábio da Embrapa Fábio Aquino disse que inicialmente foi uma reunião entre parceiros para que se colocasse as experiências em consórcios agroecológicos do algodão em culturas alimentares e que o objetivo macro é pensar uma proposta do algodão agroecológico no Estado da Paraíba garantindo que as experiências já permitem um processo de produção em convivência com a praga do bicudo dentre outras pragas e insetos comuns á cultura.. “Hoje um dos grandes desafios é a organização dos produtores e a comercialização do algodão, existe mercado, existe demanda, a oferta está bem abaixo da demanda a gente precisa montar esses elos”, explica Aquino ao dialogar com os ouvintes do Programa Universo Rural desta terça-feira via Rádio Bonsucesso de Pombal.

A representante do MST no encontro, Dilei Aparecida, disse os segmentos diversos têm a tarefa de pensar alternativas para a agricultura familiar buscando o acúmulo de experiências já construídas nas diversas microrregiões do estado com as diversas formas sustentáveis de produção. “Já existe um açulo pelas organizações sociais que isso tem que ser agora potencializado e massificado numa proposta de ação para o governo, por isso que nós constituímos um núcleo que nos ajude a elaborar esse plano de ação para a agricultura familiar no Estado da Paraíba”.

O secretário executivo da agricultura familiar do Estado da Paraíba Alexandre Eduardo disse que o governo busca identificar as ações que estão sendo trabalhadas como forma de incluir num plano de ação para o desenvolvimento da agricultura familiar em todo o Estado no processo da segurança alimentar da família e suporte de oferta de produtos alimentícios no mercado de consumo. “O governador Ricardo Coutinho já sinalizou positivamente para o fortalecimento do parque têxtil do Estado da Paraíba e aí nós podemos casar nossa produção do algodão com a sua transformação em fio e quem sabe até em malha e aí nosso estado vai ter um ganho de aumento da receita dos agricultores muito boa porque o agricultor não vai vender apenas o algodão em caroço. Ele vai poder comercializar a pluma, ele vai poder comercializar até o fio se for possível. De qualquer forma, o importante é nós termos o estado comprometido para fazer o que for necessário fazer para que os agricultores melhorem as condições de vida no campo”.

Lenildo Dias de Morais é gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias escritório e Campina Grande e disse que a idéia do governo de discutir a idéia da produção do algodão sustentável através dos sistemas agroecológicos vem fortalecer o que as famílias agricultoras já vêm fazendo através de suas entidades organizativas. “Alguns agricultores, através de redes, através de associações ou até de forma individualizada já não usa produtos químicos em sua produção e o estado, como eles estão dizendo, querendo transformar isso em uma política pública, vai fortalecer em muito o processo sustentável aqui no estado. E nós da Embrapa que já temos uma experiência consolidada em parceria com alguns organismos sociais podemos colaborar com essa política, tanto do ponto de vista da produção de sementes como do ponto de vista de capacitação, como do ponto de vista de apoio institucional, ou seja, a Embrapa deverá estar dentro desse projeto”.

Morais disse que o estado deverá ter o papel de indutor do programa já implantado no Estado da Paraíba. “O estado tem que levar pra fora, tem que vender pra fora esse projeto, porque vendendo ele vai ter condições de fazer com que os agricultores aqui que estão produzindo o algodão de forma agroecológica possam comercializar seus produtos pra fora porque os outros estados do Brasil, outros países vão saber que aqui não se usa veneno na produção agrícola, então é um acerto político essa tomada de decisão do governo”, explica Dias Morais.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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