Embrapa e parceiras realizam intercâmbio sobre algodão agroecológico em propriedade rural de Arara

A Embrapa Algodão em parceria com a ONG Arribaçã realizou um intercâmbio de agricultores familiares que trabalham o plantio agroecológico do algodão consorciado com uma ampla variedade de culturas e cultivos destinados á segurança alimentar.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O evento aconteceu na última terça-feira(31 de agosto), na comunidade Poço do Gado, município de Arara, experiência na propriedade do agricultor Pedro Elias dos Santos e contou com a participação de agricultores experimentadores do município de Arara e Remígio dentre outros na busca de ampliar conhecimentos sobre a produção algodoeira em consórcios agroecológicos.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Ricardo Luis de Medeiros é Secretário adjunto da agricultura e do Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável de Arara e diz que o trabalho com algodão agroecológico teve início no ano passado e que demonstra forte potencial para continuidade. “A gente começou aqui com uma conversa entre a Embrapa e a ONG Arribaçã e a gente teve três produtores de algodão que acreditaram na conversa da Embrapa junto a nós da secretaria da agricultura que trouxe até os agricultores e esses agricultores acreditaram na Embrapa e hoje a gente está com doze agricultores plantando algodão orgânico no nosso município. É a prova do que você está vendo hoje aqui, os agricultores todos plantando, satisfeitos, inclusive até fazendo curvas de nível, coisa que ninguém nunca pensou aqui style=mso-spacerun: yes>  em nossa região. A gente trabalha na secretaria e sabe que é dificultoso, mas com as parcerias que a gente fez está todo mundo plantando e graças á Deus estamos em ordem”, relata aquele representante da prefeitura local, dizendo que até a colheita será desenvolvido um trabalho de amplo compartilhamento de informações através de intercâmbios e dias de campo.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>João Carlos Camilo, João de Massaranduba, é técnico da ONG Arribaçã e, em entrevista ao Domingo Rural, falou sobre como teve início o trabalho de sensibilização das famílias aderidas ao modelo e argumentou que tudo está sendo possível graças ao trabalho em parcerias. “Significa um aprendizado pra nós que somos técnicos e uma satisfação muito grande da gente está com os agricultores onde a gente vê que se torna uma validação entre agricultores já com experiência, outros que estão tendo oportunidade de conhecer as experiências aqui de Seu Pedro e isso aqui alguns agricultores que estão participando ainda não tinham visto e estão muito admirados, técnicos também estão admirados em está conhecendo esta experiência e a Arribaçã está disponibilizada para trabalhar essas experiências e cada dia multiplicar com os agricultores”, comenta João ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural deste domingo(05).

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Joffre Kouri é pesquisador da Embrapa Algodão, coordena o trabalho e, ao falar com Domingo Rural, disse ser uma experiência entre agricultores de várias comunidades do Estado integrantes da Rede de Algodão Agroecológico da Paraíba onde se tem um amplo trabalho de validação e transferência de tecnologia do algodoeiro em consórcios agroecológicos onde as unidades têm o papel de validação e transferência de tecnologias visando a formação de multiplicadores, sendo o dia de intercâmbio um momento em que se possibilita aos participantes conhecerem as experiências que estão sendo feitas e seus resultados apresentados.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>José de Sinésio é agricultor agroecológico na cotonicultura com produção no Assentamento Queimadas, município de Remígio, e garante que as famílias do município de Arara estão no caminho certo. “Aqui ele plantou certo, ele fez o trabalho no caminho certo, principalmente com coentro, e as outras culturas que ele usa aqui todas são culturas que estão excelentes para trabalhar em consórcio com algodão”, relata Sinésio.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>José Fernandes de Medeiros, Inácio, é um dos agricultores que trabalha o plantio do algodão e garante que o bom da estratégia é trabalhar de forma consorciada, plantando culturas diversas na unidade familiar de produção, prática que tem dado condições de equilibrar a produtividade. “Planto de tudo, planto um punhado de feijão, um punhado de milho, um punhado de fava, um punhado de algodão, um punhado de cebola, um punhado de coentro, um punhado de inhame, um punhado de cambão de maniva, eu costumo plantar e de tudo que eu plantar eu saber quanto plantei, tanto pesado como se for caroço de milho quando eu termino o roçado eu já sei quantos caroços eu plantei”, explica Inácio, informando que a chegada da Embrapa na vida da comunidade fez com que eles se preocupassem com o plantio em curva de nível como forma de agregação de valor ao solo.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Pedro Elias dos Santos é o agricultor dono da unidade produtiva, trabalha a experiência visitada e diz que a experiência está surpreendendo de forma positiva, classificando o trabalho das entidades parceiras como verdadeira riqueza. “Eu acho que isso é uma riqueza pra todos nós agricultores quando a gente recebe uma coisa dessas e já faz muitos anos que o algodão era uma planta esquecida e agora a Embrapa e a Arribaçã trouxe essa riqueza pra nós que queremos uma planta orgânica que é um negócio muito bom para a saúde da gente e e um bom futuro para os filhos da gente e para os outros vizinhos que estão vendo essas parcerias com todos os agricultores e essa parceria que a Embrapa vem trazendo essa riqueza pra nós e acho que é um bom resultado para todos os agricultores”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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