Entidade campinense promove debate sobre transposição

A Associação Comercial de Campina Grande realizou na última quarta-feira(23) um debate sobre a importância da transposição das águas do rio São Francisco para as terras semi-áridas paraibanas, evento que teve como palestrante o deputado federal paraibano, Marcondes Gadelha(PSB), enfatizando a importância da vinda das águas tanto para o setor urbano como para o setor rural compreendido pela agricultura familiar e o agronegócio.

Stúdio Rural compareceu ao local e conversou com o componente do comitê em defesa da transposição, padre Djacir Brasileiro, ex-deputado federal paraibano, Álvaro Gaudêncio Neto; presidente da Associação Comercial de Campina Grande, Alexandre Beltrão Moura; empresário paraibano e produtor rural, Renato Gadelha e o Gerente Regional de Bacia Hidrográfica da AESA e Coordenador Estadual do Programa Água Doce, Isnaldo Cândido da Costa.

Para o ex-deputado federal, Álvaro Gaudêncio Neto, o evento tem importância fundamental para sensibilizar as pessoas em torno do abastecimento d’água para a cidade e o campo. “A Associação Comercial de Campina Grande está de parabéns, bem como toda a força de trabalho empresarial aqui da cidade que preocupada com, me parece, vir a fazer essa reunião para mobilizar cada vez mais a sociedade campinense e paraibana”, argumenta Álvaro ao contatar com a equipe Stúdio Rural.

Stúdio Rural conversou com o presidente da Associação Comercial de Campina Grande, Alexandre Beltrão Moura que falou sobre os objetivos de trazer as discussões para serem compartilhados com a sociedade campinense, especialmente, com a classe empresarial da cidade que depende de recursos hídricos suficientes para trabalhar o desenvolvimento econômico e a geração de emprego na cidade de Campina Grande, acrescentando que as águas do São Francisco representam desenvolvimento para Campina e toda a Paraíba, mas que é necessário que haja mais empenho por parte de todos os segmentos sociais de todo o Estado. “A obra começou, todo mundo sabe disso, mas você vê que de vez quando aparecem empecilhos, então a gente tem que está mobilizado até a água chegar. Não dá para descansar, muita gente diz: não, a obra começou, vamos parar e a gente precisa está mobilizados”, argumenta Moura, acrescentando que a Associação estará presente em todos os fóruns em defesa da vinda das águas ao estado e mesmo nas discussões sobre as questões dos gerenciamento dos recursos em prol do desenvolvimento do estado. 

Outro entrevistado, representante da AESA, Isnaldo Cândido da Costa, disse ser um momento a mais no processo de sensibilização, já que o deputado Marcondes Gadelha repassou informações esclarecedoras a cerca de questões técnicas sobre o projeto. “É um movimento de um poder de abertura da mente das pessoas de uma forma incontundente, haja vista a importância dessa integração de bacias do São Francisco com o Nordeste setrentional, acabar com a sede, minimizar os problemas adversos da seca: no momento onde não tem água colocar água e, como disse bem o deputado Marcondes Gadelha e o padre Djacir que as pessoas precisam se envolver mais”, argumenta.

Já o padre Djacir Brasileiro, ao ser entrevistado por Stúdio Rural, argumenta que é preciso mais envolvimento por parte de toda a sociedade tanto na vinda da água quanto no gerenciamento dos recursos em todas as formas de uso. “Esse evento é de fundamental importância porque faz com que a sociedade civil tome conhecimento da grandeza da importância e eficácia deste projeto chamado transposição. É preciso que haja mais debate, mais fórum, é preciso que haja mais mobilizações em todo o Estado da Paraíba para que o povo realmente, repito e com a ênfase, tome a consciência de que realmente a transposição vai ser a nossa libertação”, argumenta Brasileiro.

O deputado federal, Marcondes Gadelha, disse sair contemplado e feliz do evento que, no entender do parlamentar, vale como um chamamento para a luta e que a intenção é que evento desta natureza aconteça em outras entidades de classe por toda a Paraíba, de modo que envolva de forma ampla toda a população do estado. Gadelha comentou as razões de se manter por tantos anos acreditando que a transposição é a alternativa viável ao desenvolvimento sustentável da região. “É que ele(projeto) já passou por todas as instâncias de discussão e saiu vitorioso, saiu vitorioso no executivo, ganhou apoio do presidente Lula e todos os seus ministros, passou pelo poder legislativo onde eu fui o relator e ganhou a adesão da maioria dos congressistas e passou pelo poder judiciário” comemora Gadelha.

Outro entrevistado pela equipe Stúdio Rural foi o empresário e produtor rural no estado da Paraíba, Renato Gadelha, que falou está confiante na conclusão do projeto, dizendo acreditar que a sociedade já tem que iniciar estudos sobre o bom gerenciamento desses recursos para o abastecimento dos centros urbanos e o desenvolvimento das microrregiões do estado num contexto econômico e de inclusão social. “Nós precisamos racionalizar o uso dessas águas para o consumo humano mas, principalmente, também para o desenvolvimento, porque os que são contra sempre questionam: não, porque essa água vai ser para a utilização em desenvolvimento. E eu pergunto: nós não podemos desenvolver? Nós temos que continuar sempre com uma lata d água na cabeça? Suprindo apenas nossas necessidades de uso habitual? Não, nós precisamos também desenvolver o estado e com esse uso racional nós com certeza teremos um novo ciclo de desenvolvimento para o estado da Paraíba”, argumenta.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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