Entidades e representações discutem infância e juventude em municípios do Agreste, Brejo e Curimataú

Entidades e representações de municípios do Agreste, Brejo e Curimataú da Paraíba estiveram presentes em uma reunião para discutir e planejar ações voltadas à infância e juventude filhos e filhas de famílias agricultores agroecológicas que já fazem parte do processo de discussões das ações de convivência com o semiárido paraibano.

O encontro aconteceu no dia 13 deste mês, no Centro de Eventos Maristas, em Lagoa Seca, no Brejo paraibano, e contou com componentes dos municípios das três microrregiões e assessores técnicos e sociais da AS-PTA que contribuíram na construção de um balanço das ações que vêm sendo desenvolvidas com infância e juventude camponesa desde o ano de 2002 e que hoje envolve mais 3 mil crianças e adolescentes de 40 comunidades de 13 municípios das regiões Brejo, Curimataú e Agreste paraibanos.

Ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural deste domingo(24/04), o assessor da AS-PTA, Manoel Roberval da Silva, disse que o encontro objetivou fazer uma avaliação das ações que vêm acontecendo desde o ano de 2002 e hoje registra importante avanço em suas ações com que envolvem 13 municípios, mais de 40 comunidades e mais de 3 mil crianças e adolescentes o que tem merecido esse espaço para a construção de debate sobre quais as lições acumuladas com o trabalho e quais as estratégias de que o Pólo continuará fazendo no processo de formação junto aos grupos de crianças e adolescentes buscando interagir no meio em que vivem. “Nós da AS-PTA e do Pólo, desde o início do trabalho aqui na região a gente tem sempre considerado e valorizado o papel dos agricultores e das agricultoras para a construção de um projeto de desenvolvimento para a agricultura familiar que seja sustentável e pautado na agroecologia, o mesmo a gente fez com as crianças e adolescentes, a gente partiu da realidade do local de onde eles vivem e está fazendo um debate com esse público no sentido de valorizar e resgatar o papel que eles têm para o desenvolvimento da agricultura e pra continuidade da vida das gerações futuras e aí a gente tem resgatado com eles as principais brincadeiras que eles têm na comunidade, que os pais tinham, que os avós brincavam bem como tentando trazer um debate de valorização da agricultura, do meio ambiente, do papel que eles cumprem para minimizar os efeitos do aquecimento global, da arborização das propriedades, do conhecimento sobre o papel que cada planta tem para cada subsistema da propriedade e fazendo com que eles entendam o papel que têm os sindicatos, a organização comunitária, o papel das professoras, o papel do agente de saúde para o desenvolvimento da comunidade”, explica Roberval ao dialogar com os ouvintes do Programa Domingo Rural e Universo Rural.

Maria Leônia Soares da Silva, Léia, é componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba e do Pólo Sindical da Borborema e disse que as entidades têm um trabalho totalmente voltado para a agricultura familiar e sente que a agricultura sofre um processo de desvalorização por meios que teriam importância no processo de informação o que fez que as entidades organizassem um trabalho educativo com crianças que já tem em casa um processo de formação que já se faz com os pais em todas as discussões e capacitações promovidas pelas entidades do Pólo. “Na verdade a gente vem aprofundando estratégias na articulação regional aqui, é desse trabalho da campanha de fortalecimento da vida da agricultura familiar surge aí um novo tema que o Pólo tem pautado, tem se preocupado que é a questão da juventude e da juventude camponesa e quando a agente volta tanto para os nossos municípios como também na articulação regional de como a gente vai estar fortalecendo esse processo de formação com esses jovens para cada vez mais está ampliando e multiplicando as nossas experiências”.

Para a jovem agricultora e estudante Ana Paula Cândido de Macedo o trabalho tem tido o papel na construção da auto-estima da juventude camponesa que em sua grande maioria não se assume como agricultores e ou filhos e filhas de agricultores e aproveitou ara dar um recado à juventude camponesa. “Em primeiro lugar não se envergonhar em ser agricultor e depois nos ajudando a participar do movimento com idéias mostrando as necessidades com os próprios jovens têm e que a gente tenta resolver de alguma forma e que não deixe a agricultura de lado, valorizar os pais principalmente já que hoje em dia o jovem não dar muito valor a essa questão social e é muito gratificante trabalhar o lado da nossa família”, relata a jovem agricultora que é também componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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