Feira de Esperança tem distribuição de mudas do Projeto Agroecologia na Borborema

Agricultores e consumidores freqüentadores da feira agroecológica da cidade de Esperança, Brejo paraibano, puderam receber ampla variedade de mudas de árvores a partir de um programa orientado de distribuição de mudas desenvolvido pela AS-PTA e entidades parceiras que trabalham ações estruturadoras em unidades rurais de municípios do Brejo, Agreste e Curimataú paraibanos.

A distribuição aconteceu no dia 16 deste mês num espaço que fica nos arredores da Feira tradicional daquela cidade, foi evidenciado no Programa Domingo Rural e, segundo o agrônomo da AS-PTA, João Macedo Moreira, a distribuição faz parte das ações do Projeto Agroecologia na Borborema que tem patrocínio da Petrobrás através do Programa Petrobrás Ambiental, lembrando que a AS-PTA enquanto gestora do projeto, em parceria com as entidades locais, teve o cuidado de produzir as mudas para que a distribuição e plantio acontecessem em plena fase invernosa de nossa região. “Nós estamos aproveitando esse momento das chuvas que é um momento muito bom pra se plantar e aí a feira é um espaço extremamente indicado pra fazer essa campanha de estímulo também dos agricultores e pessoas aqui da cidade pra terem contatos com as mudas, espécies nativas principalmente, mas também plantas medicinais, plantas para arborização e com isso a agente acredita que você dá essa oportunidade para que tanto os agricultores como também o pessoal aqui da cidade”, explica aquele agrônomo dizendo que o espaço é de compra de produtos alimentícios, troca de conhecimentos e ao mesmo tempo ter essas promoções que visam melhorar o ambiente em que vivemos.

Plácido de Arrua Câmara é vereador naquela cidade brejeira, foi à feira comprar a linha de produtos ofertados pelas famílias agricultores e ao mesmo tempo levou mudas que serão plantadas no terreno que circundam a residência dele que fica as margens da BR 104, proximidades daquela cidade. “Claro que me interessei porque eles vendem aí de forma muito cara as mudas que eles vendem e vocês estão distribuindo gratuitamente, isso é uma beleza para os agricultores que não têm esse poder aquisitivo levar e fazer o plantio nas suas áreas que foram desmatadas, sei que é muito bom”.

Sebastião Ataíde Cândido é cliente daquela feira agroecológica, tem uma unidade rural no Sítio Quebra-Pé de Esperança e disse ser uma iniciativa interessante para a clientela e para o meio ambiente local já que no local as pessoas compram produtos de qualidade e ao mesmo tempo convivem num espaço de traça de conhecimento que abordam sustentabilidade. “Na verdade eu primo muito pela preservação da natureza, numa vez que a gente sabe que a devastação que existe e os assoreamentos que existem aí é tudo conseqüência do efeito danoso da falta de consciência do homem e por essa razão, numa vez que eu nasci e me criei na agricultura e conheço os efeitos da devastação é que eu sou muito cuidadoso, tenho muito carinho com as plantas e sempre que posso, ao invés de cortar plantas, eu plantas as plantas”, revela o agricultor ao receber o conjunto das árvores distribuídas naquele espaço agroecológico.

Antônio dos Santos reside no Sítio Malhada de Esperança, disse que sempre comparece aquele espaço e, desta vez, se surpreendeu com a variedade de plantas distribuídas de forma gratuita o que fez com que ele reservasse algumas plantas que serão plantas em recantos do sítio em que ele mora e trabalha. “Eu aconselho que todo agricultor plante pra ter mais plantios, fica melhor assim e bonito”.

Emanoel Dias é agrônomo da AS-PTA e disse que os espaços agroecológicos de venda direta é um espaço privilegiado por tratar-se de um público de convivência seqüenciada e troca de conhecimentos permanentes o que fez com que as entidades do Pólo contemplassem esses locais como próprios para a distribuição dessa linha de produto dentro dessa lógica de reestruturação das propriedades rurais com vegetação nativa a exemplo das matas com culturas vegetais destinadas a produção de lenha, estacas alem de ração para o rebanho e suporte para a fauna e flora locais. “Na verdade aqui na feira agroecológica a gente está trabalhando com um público consciente do que é que está comprando, um pessoal que está comprando produtos sem nenhum tipo de veneno, sem agrotóxicos e tudo mais e a nossa vinda aqui nessa feira trazer algumas mudas para o pessoal plantar é justamente pra que você possa fechar aquele ciclo onde as pessoas que aqui não estão só comprando produtos, aqui tem a história das pessoas, têm a resistência de cada produto que está aqui em que tem o suor de muita gente. Então se você trabalha com um público consciente em que você vem aqui, compra um produto e você levar pra casa uma muda pra você plantar, então você está de alguma forma contribuindo para diminuir os impactos ambientais, os impactos sociais e no meio ambiente, então a gente acredita que numa ação como essa em aproveitar o espaço da feira regional, distribuição na feira agroecológica para trazer mudas para serem distribuídas aqui é um espaço que vai fortalecer cada vez mais o meio ambiente”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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