Industrialização do umbu sem corante, conservante ou geladeira contabiliza 160 toneladas e centenas de famílias de agricultores na Bahia

O Estado da Bahia vem desenvolvendo um trabalho com o beneficiamento da produção do umbu sem uso de conservantes, corantes ou de geladeiras, guardando uma quantidade de cerca de 160 mil quilos de umbu preparado na época da produção do umbu e guardando para vendê-lo no mercado por preços relativamente bem valorizado.

O trabalho envolve diversas famílias de agricultores em diversas cidades do Estado da Bahia a exemplo da cidade de Uauá, Canudos e Curaçá que já têm diversas agroindústrias familiares e três cooperativas que organizam o beneficiamento durante a produção e que procura o mercado na época em que nenhum estado ou região brasileira tenha mais um umbu sequer.

Durante o Programa Domingo Rural deste domingo, a representante da IRPAA, Elizabete Costa fala sobre o trabalho organizativo da produção de umbu, quantas cooperativas e agroindústrias estão envolvidas na produção, quantas famílias de agricultores e agricultoras fazem parte de forma direta e indireta na produção e colheita da fruta, beneficiam e ganham uma quantidade financeira durante todo o período na região produtora de umbu. Outra cidade citada por Elizabete é a cidade de São Raimundo Nonato, no Piauí, que vem fazendo um importante trabalho no processamento do umbu e na conquista do mercado.

Elizabete disse que já são 14 agroindústrias nas cidades de Uauá, Canudos e Curaçá com capacidade de 13 mil quilos por ano. “Na Bahia hoje temos já uma grande experiência nesta parte do processamento e comercialização das frutas nativas, não que as outras regiões não possam também chegar a esse ponto, acredito que Paraíba que é uma região grande produtora de umbu poderá a medida que for organizando o sistema produtivo do umbu, claro que ela pode chegar também a desenvolver esse trabalho de processamento, industrialização e comercialização dessa fruta de modo a gerar grande renda para as famílias desses estados”, sugere Costa.

A liderança disse que toda a produção é feita sem uso de conservantes, corantes e geladeiras o que faz com que a atividade surta efeito econômico positivo e ao mesmo tempo economize eletricidade e até mesmo seja trabalhado por famílias de agricultores moradoras de microrregião não atendidas por programas de eletrificação rural. “Desde dez anos quando começamos a trabalhar a industrialização das frutas nativas em especial o umbu que já pensamos em levar para o campo tecnologias que sejam de fácil acesso ao agricultor familiar, considerando que nem todas as comunidades rurais ainda têm acesso á energia elétrica e se tem acesso a energia elétrica as vezes não têm acesso aos equipamentos como freezers, câmeras frias, ou outros equipamentos para o processamento de industrialização, então começamos pensando tecnologias simples que não precisa de energia elétrica para a conservação dos produtos”, argumenta Elizabete, acrescentando que tudo se dar a partir de um processo de cozimento da fruta, armazenamento em recipientes que variam em suas capacidades para o fim e acondiciona em ambientes naturais sem qualquer tipo de refrigeração e aditivos químicos.

Domingo Rural evidenciou o tema, mostrando que as famílias de agricultores fazem a colheita e beneficiamento, guardando o produto beneficiado para que possa ser vendido na processo da entre safra, conversando com a representante a ONG baiana que repassa as razões, motivos e style=mso-spacerun: yes>  a viabilidade técnica de desenvolver o produto dos umbuzais. “Essa é idéia de processar um umbu em condições de ambiente na comunidade rural. É claro que precisa adquirir os vasilhames adequados, são vasilhames plásticos grandes de 50 quilos, de 25 quilos que serve melhor de manuseio para a família, então numa vez que você tem esse vasilhame, você pode cozinhar um umbu, trazer ele quente do jeito que você tirou ele do fogo com a temperatura a 100 graus ou mais, despejar no balde, tampar imediatamente e guardar em temperatura ambiente mesmo sem necessidade de ser congelado”, explicou Elizabete Costa ao contatar com os ouvintes da Rádio Serrana, Rádio Cultura de São José do Egito e Rádio Independente de Serra Branca, acrescentando que o processo de conservação se dá no mínimo durante a entressafra do umbu.

Para ela é importante que se faça a conservação da polpa que durante a entressafra será transformada em doces, geléias e outros tipos de produtos do umbu, relatando que o trabalho se dar numa parceria das entidades de agricultores com a Embrapa Semi-árida com capacitações de agricultores e agricultoras que foram se organizando através de ações de produtores e cooperativas num trabalho que já desenvolve inúmera famílias em regiões do estado e de outros estados. style=mso-spacerun: yes>  “Isso é uma coisa que a gente vai perdendo a conta porque o trabalho vai ampliando para outras regiões e estados e chega um certo ponto que você não tem mais controle sobre o número de pessoas que estão envolvidas no processo. Hoje talvez seja mais dizer quantas regiões estão envolvidas no processo”, argumenta a entrevistada Domingo Rural como forma ilustrativa da grandeza do trabalho desenvolvido em toda a região.

Ela disse que na região de origem, Uauá, estarão trabalhando em torno de 250 pessoas diretamente com o beneficiamento e industrialização do umbu e de forma indireta estima-se mais de mil pessoas nos municípios de Uauá, Canudos e Curaçá.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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