Município da Prata intensifica trabalho com arraçoamento para pecuária local

O município da Prata no Cariri Ocidental é mais um dos municípios beneficiado pelas motoensiladeiras financiadas pelo MDA no ano passado e vem fazendo um trabalho que envolve famílias de agricultores na capacitação para a construção de silos e fenação para guardar ração para alimentação animal nas épocas secas do ano em que registra-se falta de ração e compromete a capacidade produtiva dessas famílias.

Nos programas trabalhados no decorrer desta semana, Stúdio Rural entrevistou o técnico extensionista da Emater daquele município, Francisco Fernandes de Araújo, sobre o trabalho que está sendo desenvolvido junto ás famílias de agricultores daquele município, justificando que a decisão em cobrar os equipamentos por dentro do território foi algo de fundamental importância para a pecuária, caprina, ovina e bovina daquela municipalidade. “Essas motoensiladeiras foi uma grande felicidade do Fórum Territorial ter alavancado essa demanda já que a gente estar com esse processo de ovinocaprinocultura bastante avançado e há necessidade extrema da gente aproveitar a forragem existente nessa nossa região, digamos assim, a forragem aqui em nossa região já podemos chamá-la de exótica já que a temos por menos tempo do ano do que o restante do ano” comenta aquele profissional da extensão rural.

Ele disse que o município está desenvolvendo um calendário agrícola voltando a promover minicursos nas comunidades através de silos feitos num trabalho coletivo entre as famílias agricultoras na busca da ampliação na prática de fazer silos e desenvolver a guarda da ração através do processo de fenação. “No município da Prata já existem alguns produtores que já estão voltados exatamente nesse sentido pra melhoria e aproveitamento da época de chuvas e melhoria de ração, melhoria de pastagens, nós temos aí acho que um dos municípios da Paraíba que existe mais investimento na pastagem do capim búfel, então acho que tem alavancado muito, melhorado bastante essa área de formação de forragem”.

Ele disse que a motoensiladeira chega num momento bastante propício já que hoje existem diversas formas de comercialização do leite, citando como exemplo o Programa do leite do governo estadual e a existência de cooperativas de leite que processam o leite e conquistam mercados, representando espaços de consumo do produto e estímulos para que os produtores possam ampliar suas ações em torno da pecuária. “A motoensiladeira chega pra fechar exatamente esse ciclo, é uma questão cultural ainda, as pessoas não tem o hábito tão grande de fazer o silo, de fazer o feno, a gente sabe que isso é um ensinamento bíblico até, mas é atrás dessa capacitação e dessa melhoria de informação dos produtores que a gente está caminhando, a gente como técnico voltado pra trabalhar nessa região tem que tentar fazer com que as pessoas vivam de uma melhor forma maneira”.

Ele disse lamentar a falta de um zoneamento para gado de corte naquela municipalidade que tem reconhecimento apenas para a bovinocultura de leite.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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