Patac e parceiras capacitam pedreiros de dez municípios em construção de cisternões do P1+2

Pedreiros de dez municípios da região do Agreste, Cariri Oriental e Seridó paraibano estiveram participando de uma capacitação sobre as técnicas de construção das cisternas calçadão com capacidade para 52 mil litros durante a semana de 15 a 20 deste mês na comunidade de Canoa de Dentro no município de Pedra Lavrada, Seridó paraibano.

Foram pedreiros das cidades de Boqueirão e Alcantil mobilizados por animadores do Casaco, Coletivo da Agricultura Familiar do Cariri Oriental; Aroeiras e Ingá, animados pelo Folia, Fórum de Lideranças do Agreste; e as cidades de Pedra Lavrada, São Vicente do Seridó, Juazeirinho e Santo André dentre outras da região mobilizada pelos animadores do Coletivo de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú.

Stúdio Rural acompanhou as ações e conversou com o assessor técnico da unidade gestora PATAC, Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas as Comunidades, José Afonso Bezerra Matias, que explicou sobre o que foi repassado aos profissionais da construção, sobre a dinâmica da obra e sobre o papel que esses profissionais exercerão ao longo do processo de construção das diversas unidades que serão construídas em municípios diversos dessas microrregiões. “Nós fizemos aqui uma capacitação pra dez pedreiros de dez municípios e esses pedreiros vão repassar pra outros pedreiros nas suas comunidades, aqui é uma forma de treinamento, foi um treinamento de uma semana para que eles possam, quando chegar em suas comunidades, convidar outros pedreiros da região e fazer, em conjunto, esse mesmo trabalho que foi feito aqui”, relata Afonso, explicando que o calçadão(foto) foi construído mais alto do que a cisterna para que a água que cai na área de 10metros x 11 metros possa escorrer sem problemas para o reservatório e mostrando que os profissionais serão agentes de multiplicação das tecnologias apropriadas a região semiárida dentre outras informações.

O pedreiro profissional, José Coelho da Silva Filho, residente no Sítio Cachoeira do Barbosa, município de Ingá, ao dialogar com os ouvintes dos programas e emissoras parceiras, falou da satisfação e ter agregado valor de conhecimentos tecnológicos á sua profissão e disse que em Ingá estará desenvolvendo a tecnologia seguindo as orientações da Unidade Gestora como forma de desenvolver a região e ao mesmo tempo como forma de ser remunerado dentro do projeto. “Foi demais, gostei de vê, a turma muito bacana, o pessoal muito legal, acho que trabalhamos bem e com Afonso foi surpreendente fazer essa cisterna”, relata Coelho, acrescentando que na volta, as ações serão multiplicadas no município em que reside. “Eu vou pra Ingá onde temos uma pessoa lá muito importante, eu vou trabalhar com ele também e então estou pronto para ensinar e trabalhar junto na comunidade”.

Severino Ramos Pereira, residente na comunidade Chã da Barra de Aroeiras, onde exerce a atividade de pedreiro na região, disse que foi de muita valia ter participado da capacitação promovida pela Unidade Gestora do P1+2, enfatizando ser unânime entre todos os capacitados a idéia de que ao voltar a suas comunidades a responsabilidade aumenta já que trata-se de regiões castigadas por falta de ações estruturadoras e que com essas ações passam a contar com alternativas que promove melhorias na qualidade de vida das pessoas e da própria região. “Já trabalho de pedreiro há muito tempo onde trabalhei lá fora no Rio e São Paulo, mas só que para trabalhar com esse tipo de cisternas a pessoa tem que ter muita habilidade, pra fazer essa nova forma não é todo mundo que pode fazer e garantir e saindo daqui com esses conhecimentos vamos fazer e poder garantir pelo serviço prestado”.

Já o agricultor proprietário da área onde se construiu a empreendimento da capacitação, José Vital Batista, José Cassimiro, falou sobre a alegria que a família está sentindo já que, com o cisternão, a família intensificará as ações desenvolvidas na propriedade e ao mesmo tempo falou da contrapartida dada pela família aos pedreiros em termo de alojamento, assistência na obra, alimentação dentre outras e garante que todos os agricultores contemplados devem fazer o esforço no sentido de envolver os trabalhadores já que a obra é grande e só é possível chegar ao final com empenho da família junto ao trabalhador da construção.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top