Pecuaristas participam de mais um Dia de Campo sobre conservação de ração através de feno e de silo em Caturité

Pecuaristas das cidades de Caturité, Boqueirão, Cabaceiras e Barra de Santana participaram de um Dia de Campo sobre conservação de ração através de silo e fenação em evento que aconteceu na última quarta-feira(08 de julho) na Comunidade Emas, município de Caturité, em propriedade do agricultor José Hemetério Cordeiro Duarte e família, contando com a participação de agricultores pecuaristas interessados em melhorar a capacidade produtiva da pecuária usando como princípio básico o uso de uma ração de qualidade que possa ser utilizada em épocas de seca.

Stúdio Rural participou do evento que contou com um trabalho de compartilhamento de conhecimentos e técnicas repassadas pelo professor da UFPB/Areia, Maurício Luiz de Melo Vieira Leite, falando sobre assuntos de importância para o pecuarista interessado em desenvolver uma pecuária sustentável. “Nós demonstramos através da prática duas técnicas principais de conservação de forragens, a fenação e a silagem. A diferença básica de uma técnica pra outra é que a fenação é um processo de desidratação, um processo de murchamento com redução de água, em médias as plantas tem um teor de água em torno de 70 a 80% e com a ação do sol no processo de desidratação esse teor de água vai cair pra 10 a 12% e com isso o feno que é a mesma planta sem a água ele pode ser conservado por um ano ou um pouco mais. Já a silagem é um processo que nós cortamos a planta forrageira, principalmente o milho, o sorgo e o capim elefante e ele é picotado numa máquina ensiladeira e colocado num recipiente que é o silo e esse silo vai ser compactado, essa massa vai ser compactada dentro do silo, colocado uma lona em cima, depois um pouco de terra e através de um processo de fermentação a planta vai se transformar em silagem e essa silagem, desde que não entre água, pode ser conservada por um período muito grande, podendo chegar a 10, 15, 20 anos”.

O agricultor José Hemetério Cordeiro Duarte, ao dialogar com Stúdio Rural, disse que o encontro foi de muita importância para todos os pecuaristas participantes e garante que já faz silo desde 1978, afirmando que já é tido como uma referência para a região já que em épocas de verão seu gado consegue manter a capacidade de produção e sua capacidade de lucro se amplia já que o mercado diminui a oferta e ele se mantém servindo a procura. “Minhas vacas no verão dão muito mais leite do que no inverno porque eu não trato no tempo do inverno, não dou ração leiteira. Até estou resolvendo melhorar meu rebanho leiteiro, eu estou atrasado dos outros, na minha região aqui todos têm vaca leiteira e estão muito melhor do que minha situação em termo de vacas já que eu não aperfeiçoei minhas vacas só pra leite”, esclarece o agricultor pecuarista.

Na opinião do representante do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, Campus Areia, doutorando em zootecnia, Josemar Torres Gomes, o evento é de fundamental importância porque a teoria e prática vivenciadas na universidade chegaram aos produtores, representando um pagamento por parte da academia que é financiada pela sociedade e fazendo com que o produtor a partir desses conhecimentos possa trabalhar a propriedade de forma mais eficiente já que pouco a pouco vai trabalhando com a questão da relação custo benefício de produção.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top