Pesquisador apresenta mapa do algodão orgânico no semiárido brasileiro

Durante um seminário promovido pela Embrapa Algodão, no último dia 07, envolvendo entidades sociais, empresas compradoras, pesquisa, extensão, e lideranças de agricultores e agricultoras familiares produtores do algodão nas dinâmicas orgânicas no semiárido, o pesquisador da empresa de pesquisas, Marenilson Batista da Silva, apresentou um mapa atual da realidade da produção e produtividade da cotonicultura em diversos estados do semiárido brasileiro.

Batista informou dados do Cadastro Nacional que mostra a Paraíba na liderança do número de famílias nas dinâmicas produtivas com 440 famílias acompanhadas por entidades parceiras nas dinâmicas, seguida por Pernambuco com 198 famílias, Piauí com 90, Ceará com 94, Rio Grande do Norte com 18 unidades familiares em plenas experiências produtivas com pesquisas participativas classificadas em famílias com reconhecimento agroecológico, experiências em transição e outras em fase de certificação a exemplo de Alagoas e Sergipe além de outras em outros estados e regiões brasileiras como Pará, Mato Groso, Minas Gerais e Paraná. “O Brasil começa a pintar seu mapa de experiências que estão acontecendo que envolvem instituições de assistência técnica, temos além das públicas temos ONGs do terceiro setor, nós temos a presença da Embrapa em algumas experiências, nós temos várias instituições com certificação participativa, principalmente o Nordeste já tem muita coisa sendo feita, e também gostaria de destacar o papel que algumas empresas estão tendo com apoio de recursos”, explica Batista citando diversas instituições e empresas que já estão parceiras no projeto.

Batista justifica que as entidades e pessoas já estão tendo um olhar especial para o potencial do algodão orgânico para todo o território nacional enquanto cultura que soma para a diversidade de cultivo no fortalecimento da agricultura familiar sustentável. “Esse levantamento que nós fizemos é um levantamento que mostra que O Brasil está em evolução na questão do algodão orgânico”, reforça aquele pesquisador reconhecendo o importante papel desenvolvido pela coordenação de agroecologia do MAPA e sua ativa participação nas várias discussões sobre o algodão orgânico e nas várias experiências agroecológicas e em transição agroecológica. “Isso mostra o potencial que o Brasil tem de crescimento, é claro que nós já avançamos muito, tem muito conhecimento, muita tecnologia gerados pela Embrapa e pelos parceiros, mas também temos muito o que avançar”, explica Batista conclamando a importância de todos os segmentos e elos da cadeia do ecossistema têxtil estarem juntos na busca saídas e alternativas para a superação dos desafios.              

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /

1 Comentário

  1. José Sales Pereira -  14 de julho de 2021 - 13:31

    Excelente programação, temas e chamadas técnicas

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