Presidente da Fetag-PB diz que INSS abusa nos indeferimentos de benefícios ao homem do campo

O homem do campo está sendo penalizado em seus direitos ao tentar aposentadoria ou outros benefícios junto ao INSS.

A afirmativa é do presidente da Fetag, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba, Liberalino Ferreira de Lucena, ao contatar com a equipe Stúdio Rural, dizendo que os trabalhadores, após contribuírem com seu trabalho no campo por tantos anos, quando chega a hora de se aposentarem enfrenta todas as formas de sacrifício para conquistar o benefício da aposentadoria junto a Previdência Social. “Sabemos que os servidores, chefes de postos têm medo de conceder um benefício e depois lá na frente um auditor chegar e dizer que não é possível que está ilegal, com medo de perder o emprego”, denuncia Liberiano.

Ele informou que não é justo que um trabalhador trabalhe 50, 60 anos e fique com 05, 06 anos em juntas, varas especiais. “E mais injusto ainda é ele pagar 50, 60% de horário advocatício”, se indigna a liderança, afirmando ser necessário que as famílias de agricultores e suas entidades se fortaleçam para lutar por estes direitos enquanto política ampla para a Previdência. “Nós temos que ter consciência, os próprios servidores do INSS com quem nós temos um trabalho de pareceria, de que o trabalhador na própria entrevista dele ele se condena com medo. Ele não sabe nem o que está respondendo, se é certo. Eu pra mim uma das grandes formas que foi tirada da Previdência Social era a visita em loco, porque a anos atrás se o gerente do INSS tinha dúvidas se fulano de tal era trabalhador ele mandava um servidor ir lá no local onde ele disse que trabalhava”, argumenta a liderança afirmando que essa foi a pior coisa que aconteceu para o trabalhador rural que está cada vez mais prejudicado.

Para ele é necessário uma grande mobilização por parte das entidades de agricultores no sentido de sensibilizar as autoridades e os contribuintes para a gravidade dos fatos, reconhecendo um fator limitante que é a falta de acesso ao conhecimento por parte das famílias camponesas. “Temos dificuldades de mobilizar porque os próprios agricultores não acreditam neles mesmos, porque se acreditassem isso não aconteceria já que somos a maior categoria desse país”, argumenta Liberiano, exemplificando que a própria federação tem dificuldades em fazer as mobilizações junto as famílias de agricultores. “Não vamos mandar uma delegação para Brasília(para o Grito da Terra Brasil) que está esperando reunir 5 ou 6 mil trabalhadores de todo o país mas estamos tendo dificuldades porque dizem: eu não posso, não tenho tempo, porque choveu demais, mas tudo isso a gente já sabe que é porque quem não quer arruma sempre uma desculpa”.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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