Produtores garantem que feira melhorou padrão de vida e é espaço de cidadania

Espaço de vendas dos produtos dos agricultores e agricultoras desde o ano de 2006, a Feagro, Feira do produtor é tida como importante espaço de venda dos produtos agrícolas trabalhados por cerca de oitenta agricultores familiares de dezesseis cidade polarizadas por Campina Grande a exemplo de Queimadas, Aroeiras, Gado Bravo, Boqueirão, Puxinanã, Pocinhos, Lagoa Seca, Alagoa Nova, Lagoa de Roça, Matinhas e Massaranduba. Eles garantem que não trata-se apenas de um espaço de vendas, mas é também importante espaço de exercício de cidadania e de convivência entre o setor rural e urbano já que ao longo desses treze anos a clientela é sempre aquela que repete a visita comercial e solidária todas as sextas-feiras a partir das cinco horas da manhã numa ação de extensão prática desenvolvida pela Emater Regional Campina Grande.

Entrevistado no Programa Domingo Rural deste domingo(06/12) o agricultor fruticultor Américo Barbosa falou sobre o ano agrícola com influência na produção, fala sobre mercado atacadista do produto para Centrais de Abastecimento de estados diversos e sobre a venda no varejo feita na Feagro, garantindo que a margem de lucro naquele espaço representa muito já que conta com a ausência do atravessador. Especializado na produção de laranja tangerina, ele explicou que a agricultura ainda enfrenta a realidade de oscilação de mercado mediante a oferta e procura, citando como exemplo a alta produção na safra 2009 que fez com que os preços caíssem de forma assustadora fazendo com que a venda do varejo faça a diferença e diz que a construção de uma agroindústria da laranja seja uma das importantes alternativas. “Eu tenho uma parte que a gente vende aqui para a Feagro e outra a gente vende pra outras cidades de fora”, argumenta Barbosa, acrescentando que outros produtos da agricultura desenvolvidos pela família têm feito com que ele possa atender o ano todo em Campina Grande.

A agricultora de Moura Maciel Barbosa, residente na Comunidade Almeida de Lagoa Seca, fez uma avaliação positiva desses treze anos de Feagro mostrando que a partir daquela feira com venda direta ao consumidor mudou completamente o modelo de vida das famílias já que hoje agregam valor aos produtos e vendem direto aos consumidores. “No começo foi difícil como tudo é difícil no começo, mas aí a gente pensou sempre positivo, pensamos na possibilidade de faltar mercadorias, mas a medida que a gente viu que o comércio estava pedindo então isso animou a gente, durante esse espaço aqui na Feagro foi maravilhoso e a gente começou a produzir mais com mais frequência”, relata Donga, acrescentando que toda a produção vinda da propriedade daquela família dela e dos componentes da Associação dos Agricultores e Agricultoras da Comunidade Almeida é desenvolvida de forma agroecológica, garantindo que são 52 famílias que tem contribuído com a oferta de produtos agrícolas que são vendidos na Feagro que produtos diversificados.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top