Queimadas preserva cultura da novena de terno, Coco de roda, ciranda e novena de São Sebastião

Centenas de pessoas de comunidades diversas do município de Queimadas e região participaram, na última segunda-feira(19/01), da tradicional Novena de São Sebastião, na comunidade Capoeiras daquele município.

O evento que já acontece há mais de 30 anos contou com a Novena de terno que é enriquecida com a dança de coco e com a ciranda dançados pelos fiéis da região e das proximidades que compareceram para cultuarem ao santo.
A equipe do Programa Domingo Rural como presença marcante nas atividades culturais da região entrevistou lideranças locais e estudantes do Curso de Arte e Mídia da Universidade Federal de Campina Grande que fazem um verdadeiro histórico do conjunto de atividades do gênero que acontecem naquele município do Agreste paraibano.

José Batista é agricultor residente na comunidade Olho D’água Salgada, conversou com nossa equipe fazendo um histórico da riqueza cultural ainda existente no município e garante que há anos passados essa cultura já foi mais presente na vida dos queimadenses. “Uma das melhores festas que temos por aqui é essa do dia 19 de janeiro que o Jaime faz todo ano, então os amigos dele vêm, cooperam com ele e ninguém vê desavenças não”, explica em ar comemorativo aquele agricultor acrescentando que primeiro acontece a novena e em seguida a festa com o coco de rodas. “Primeiro é a novena, em seguida vem a brincadeira com a ciranda e o coco de roda e tem as mulheres aqui que dançam o coco de roda”, explica garantindo ser um ambiente com muita harmonia. “No passado, aqui nós tínhamos muita ciranda, quase toda semana tinha ciranda; Zé Zuca era um exemplo, e Antônio Grande eram quem faziam as cirandas e a gente achava bom”.

José Jaime Cosme dos Santos(foto) é proprietário da residência promotora da festa e conversou com nossa equipe falando sobre a satisfação de promover uma atividade cultura que já vem de antigos familiares e pessoas da região. “Eu já faço essa festa há 32 anos, mas essa tradição já é antiga, tem mais de cem anos. Januário conheceu essa festa com história de cem anos e ele já fazia novena do tempo do sogro dele que era João Damião velho ali do sítio Catolé”.
Jaime disse da importância das novas gerações se interessarem em realizarem as atividades culturais que são responsáveis pelo processo de socialização sem a promoção de práticas violentas. “Aqui tem pessoas que vêm da cidade, que vem da comunidade Olho d’água, aqui das Capoeiras tem muita gente, tem da Sulapa, tem do Catolé, tem da Barra de João Leite e do Rio tem muita gente aqui”, explica referindo-se aos filhos e filhas da região que estão morando na região Sudeste e que deixam para visitarem a Queimadas nestes tempos de festas tradicionais.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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