Representante avalia eventos de mulheres do meio rural e defende unidade das lutas

Mulheres camponesas ocuparam as ruas de diversas capitais e cidades brasileiras questionando a lentidão da reforma agrário no país, cobrando políticas públicas na aquisição da terra, no fomento a agricultura familiar nos assentamentos rurais e conscientizando a mulher sobre seu papel para a transformação consciente da sociedade no meio rural e urbano.

Pra falar sobre os movimentos acontecidos durante toda a semana de 9 a 14 de março, trabalhando ações como referência a passagem do Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 08 de março, Stúdio Rural conversou com a componente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) no estado da Paraíba, Diley Aparecida(foto).
Ela garante que o movimento estará na rua para cobrar ações públicas para o acesso à terra e o fortalecimento da agricultura familiar em especial no assentamentos rurais com ênfase no agroecologia. “Isso motiva, de certa forma, todos os movimentos sociais a lutarem porque a agroecologia hoje é o contraponto ao modelo que está aí que é o modelo vigente do agronegócio, o capital que impõe regras e normas, que hoje quer se apropriar das riquezas naturais, da terra, da água, do solo então essas marchas representam um acúmulo de forças no sentido de a gente construir um novo modelo de agricultura para o país”, explica aquela liderança ao dialogar com nossa equipe Stúdio Rural.
Ela explicou os motivos de tantos movimentos durante aquela semana por ruas de diversas cidades e capitais espalhadas por estados diversos do país. “Nós mulheres, todos os anos temos trabalhado a nossa grande bandeira essência da luta que é a bandeira contra o agronegócio, contra a violência no campo e pela soberania alimentar, então no Brasil todas as mulheres foram pra rua, nós fizemos a luta contra os transgênicos, as mulheres em São Paulo questionaram e, inclusive, extinguiram toda a pesquisa de eucalipto transgênico, visto que esses eucaliptos transgênicos vão trazer um mal muito grande no meio ambiente, porque essa espécie impede que as abelhas vivam, o eucalipto em si já é um dano, mas prejudica a questão da produção do mel e também toda a questão das aves e questão do meio ambiente”, explica dizendo que a destruição foi prática muito questionada pelos meios de comunicação, mas diz que para o movimento, as grandes promotoras de destruição no meio ambiente são as grandes empresas detentoras do grande capital.
Aparecida explica que na Paraíba diversas ocupações de cobrança e advertência foram feitas citando como exemplo a usina giasa, município de Pedras de Fogo, pertencente a um grupo francês cujo um dos donos é o ex-jogador de futebol francês, Zinédine Zidane. “Nós aqui na Paraíba, contra o modelo do agronegócio, ocupamos a antiga usina Giasa, que foi vendida para uma empresa do capital francês, inclusive um dos donos é um tal de Zidane, um jogador francês, e aí a gente se pergunta: o que é que tem a ver um jogador francês comprando terra no Brasil, acumulando riquezas com terra?” esclarece com ar de interrogação dizendo que a lógica do movimento social é de que a vida deve ter espaço em primeiro lugar. “Então estamos lá permanentemente arrancando cana e plantando feijão, plantando milho e vamos continuar nesse processo de eliminar cana e plantando alimentos”.
Aquela liderança diz que o movimento questiona a forma de aliança do governo federal com forças atrasadas que não têm compromisso com a classe trabalhadora e garante que só com muita pressão é que o governo Dilma tomará rumo dando respostas ao povo brasileiro. “Hoje é um governo que têm congresso e senado de extrema direita, temos um legislativo que é quem defende o capital internacional, que defende a entrega do país, que não tem compromisso nenhum com a classe trabalhadora e neste meio deste grande capital está Dilma, então é por isso que é necessário e urgente os movimentos sociais irem pra rua porque nós temos que dizer pra Dilma pra quê nós elegemos ela e sempre lembrar dos compromissos com os movimentos sociais”, explica aquela liderança ao dialogar com Stúdio Rural durante amplo entrevista. 
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
Foto  : Rafael Tavares

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