Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural realiza encontro em Campina Grande

A Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural – SOBER, realizou o IV Encontro Regional da SOBER nordeste de 2009 aqui em Campina Grande, encontro que começou na última terça-feira(03) e finalizou na quinta-feira(05).

A abertura aconteceu na terça-feira(03) no auditório da FIEP e continuou durante a quarta e quinta-feira no auditório da Embrapa Algodão, contando com a participação de profissionais das ciências sociais aplicadas ao rural, como economistas, sociólogos, engenheiros agrônomos, médicos veterinários e administradores, e demais interessados em estudos sobre problemas socio-econômicos da agricultura e sua solução.

Stúdio Rural participou do evento acompanhando as ações e temas diversos e ações a serem trabalhadas para o desenvolvimento regional num processo de sustentabilidade já que cada encontro tem o objetivo de discutir temas relevantes da agricultura e do agronegócio como um todo no Nordeste dentre estes, destacam-se a política agrícola, geração e transferência de tecnologia, meio ambiente, pobreza rural, educação no campo, reforma agrária, novas experiências de desenvolvimento, institucionalidade na agricultura, agroenergia, negociações internacionais, biotecnologia, organização dos produtores dentre outas.

Ao conversar com os ouvintes do Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural o professor da UFCG, coordenador do evento, Robério Ferreira dos Santos, falou sobre o esforço desempenhado para a realização do evento e garantiu que uma publicação será trabalhada no sentido de ter sistematizado os conhecimentos trabalhados pelos participantes que possam contribuir com o próximo encontro.

Para o representante do ETENE/BNB, José Maria Marques de Carvalho, o evento teve a importância para que ele pudesse falar sobre os programas do BNB trabalhados pelo desenvolvimento da região e garante que o crédito e financiamento da instituição tem se voltado para projetos que garantam a sustentabilidade dentro de um processo de convivência com o semiárido.

José Pires Dantas é professor da UEPB e falou sobre a importância do encontro e dos temas trabalhados naquele evento, garantindo que as discussões precisam ser ampliadas para se encontrar alternativas sustentáveis para a região semiárida brasileira valorizando as culturas de nossa região. “Eu tenho dito sempre, enquanto nós não valorizarmos o que temos na nossa biodiversidade, tanto vegetal como animal, nós continuaremos no atraso porque temos plantas extraordinárias, lavouras xerófilas extraordinárias a exemplo das cactáceas entre elas o xiquexique, o mandacaru o cardeiro, a macambira que não é cactácea é uma bromeliácea, mas tem um grande valor principalmente na região do Cariri paraibano, então são plantas que merecem ser incorporadas”, relata o profissional da educação superior.

O delegado do MDA na Paraíba, Marenilson Batista da Silva, disse que foi espaço importante para se falar dos programas trabalhados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, com ações de financiamento da pesquisa, da adoção da tecnologia e do sistema de produção da agricultura familiar, especialmente aquela voltada para a produção com agroecologia que pense o hoje e o amanhã de forma harmônica. “A política pública tem que construir um arranjo institucional capaz de garantir o ingresso dessas pessoas, garantir que essas pessoas produzam tanto para a segurança alimentar como para o mercado como um exemplo muito claro que citamos hoje aqui, o Programa de Aquisição de Alimentos que na sua modalidade juntamente com o Ministério da Educação na questão da Merenda Escolar que diz que no mínimo 30% tem que vir da agricultura familiar isso quer dizer que necessita de um arranjo, necessita de uma construção que garanta que esses agricultores e essas agricultoras produzam esse alimento para fornecer na merenda escolar e aí eu vou mais longe, produzam e produzam com qualidade. Imagine qual é o meu filho, o filho seu Tavares, o filho do ouvinte que está nos escutando ter que consumir com veneno, isso aí não entra na cabeça de ninguém, por isso nós temos que ser muito diretos: produtos com veneno não dá”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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