Agricultores de Ingá participam de intercâmbio sobre P1+2 no município de Cubati
Agricultores familiares beneficiários do P1+2 do município de Ingá estiveram visitando duas experiências com ações integradas no município de Cubati que vão de trabalhos com cisternas de placas, bancos comunitários de sementes, canteiros econômicos e cisternões com capacidade para 52 mil litros de água que fazem parte das ações do Programa Uma Terra e Duas Águas trabalhadas pelo PATAC, Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas as Comunidades e parceiras com financiamento do MDS, Petrobrás dentre outras.
O encontro aconteceu na última terça-feira(16), envolveu 25 pessoas entre agricultores e animadores mobilizados pelo FOLIA, Fórum de Lideranças do Agreste e foi realizado nas comunidades Coalhada e Capoeiras, no município de Cubatí, onde os participantes conheceram o sistema de trabalho desenvolvido naquelas comunidades que trabalham num sistema integrado de produção que tem como suporte complementar o cisternão.
Stúdio Rural acompanhou todas as atividades e conversou com a agricultora e coordenadora de grupos dos Fundos Rotativos e Bancos de Sementes em Cubati, Maria das Dores Medeiros, que falou sobre o que foi mostrado para as famílias. A gente mostrou o trabalho que temos na comunidade, o uso do cisternão para a produção de hortaliças e também o Banco de Sementes que a gente tem, o não uso de produtos agrotóxicos e o trabalho de forma geral de fundos rotativos, trabalho religioso, trabalho de mutirão, tudo isso a gente passou e as pessoas que vem de fora sempre tem algo a acrescentar, argumenta Dorinha, justificando que o trabalho de organização naquela comunidade teve início no ano de 2003.
A agricultora Maria Eunice do Nascimento Silva, residente no Sítio Cachoeira, município de Ingá, Agreste paraibano, falou sobre o que foi visto em termo de experiências sustentáveis em Cubati e disse que cada ação vista em Cubati surtirá bom efeito no município de Ingá, fruto da transferência de tecnologias que será feita de comunidade a comunidade. Eu mesma estou muito ansiosa, vi esse cisternão e então não vejo a hora de eu receber a minha que é para que eu possa ter meu plantio, minha horta, já tenho meus pés de fruteiras, então quero preservá-los para que não morram e quero que fique bonito e eu vejo que com esse cisternão vai ser uma maravilha porque não vou precisar está comprando na feira e vou ter uma fruta, uma verdura sadia e de qualidade, comemora a agricultora.
A agricultora e coordenadora de grupos em Cubati, Maria Vitória de Medeiros, ao conversar com Stúdio Rural, disse que repassar informações de como organizar os trabalhos na comunidade de forma sustentável é de fundamental importância para que outras famílias possam adotar as mesmas tecnologias dentro da rede de entidades da ASA Paraíba e garante que hoje as cisternas de placas e ações integradas naquele município tem proporcionado mudanças na qualidade de vida das famílias já que num passado não muito distante as famílias não tinham essa estrutura e eram levadas a buscar água muito distante além de não ter como acumular as águas ofertadas pelos carros pipas. Era crítica já que os carros pipas colocavam água nos barreiros e no outro dia já tinha secado e agora não, porque temos as cisternas, a água dos barreiros é só pra gasto, a água de beber todos têm graças a Deus, revela a agricultora, lembrando que a primeira água é representada pela água da cisterna, destinada para dar de beber a famíla, e a água do cisternão dentre outros recursos hídricos são reservados para serem utilizados nos canteiros econômicos utilizados com hortaliças, frutíferas e plantas medicinais.
Para o componente do CASACO, Coletivo da Agricultura Familiar do Cariri Oriental, Tiago Matias Farias de Lima, no intercâmbio as entidades vinculadas ao PATAC, cumprem mais uma etapa dentro do Programa Uma Terra e Duas Águas(P1+2), que foi levar os agricultores e agricultoras para que vissem na prática as experiências e implementações que estão sendo feitas num financiamento do Governo Federal através do MDS e Petrobrás dentre outras, mostrando que com ações concretas é possível conviver com a realidade semiárida de forma sustentável.
Ele disse que o município de Ingá está contemplado para a construção de Cisterões Calçadão e que famílias naquele município foram cadastradas, estão fazendo intercâmbios para conhecerem de perto as ações integradas com recursos hídricos e que em seguida vem curso GAPA, Gerenciamento de Água para a Produção de Alimentos onde os agricultores aprenderão como manejar a água da melhor forma possível para que possam utilizar de forma racional em épocas secas e garantiu que após o GAPA será iniciado o trabalho de escavação do buraco e construção das cisternas calçadão.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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