ASA lança carta em defesa de vacinação pública gratuita contra covid-19 e manutenção do auxílio emergencial

A Articulação Semiárido (ASA), que reúne milhares de organizações da sociedade civil que atuam no Semiárido, conclama as entidades que a compõem para que se articulem, exijam e defendam publicamente a vacinação gratuita pelo SUS e também esclareçam a população do Semiárido sobre os benefícios da vacina.

A informação é da assessoria ASA Brasil e foi tema no Programa Domingo Rural do último domingo(21) justificando ser um esforço em fazer frente às fake news que ganham força no Semiárido rural e têm dificultado a adesão da população à campanha de vacinação.

Através da Carta convocatória em prol da vacinação e do auxílio emergencial (abaixo), a ASA também se direciona aos gestores públicos, especialmente, aos deputados e deputadas federais, senadores e senadoras destacando a responsabilidade social deles/as para a garantia da vida dos brasileiros e brasileiras, principalmente, os mais pobres.

A medida defendida, neste momento de tantas perdas de políticas públicas de combate à fome e à pobreza, é a manutenção do auxílio emergencial, estendendo-o para a categoria dos agricultores/as familiares.

“Gestores públicos existem não para servir à morte e, sim, para se colocar a serviço da vida. É nossa responsabilidade fazer com que a vida volte e floresça em nosso país”, destaca o documento.

Carta convocatória da ASA em prol da vacinação e do auxílio emergencial

Sociedades que se baseiam em processos de exploração, acumulação de bens por uns poucos e marginalização da maioria semeiam a morte. No Brasil, a manutenção da estrutura e mentalidade escravagista até os dias atuais são uma marca forte de nossa história. Contudo, no bojo da exploração a serviço da morte, surgem as construções dialeticamente opostas e que buscam servir à vida.

A ASA – Articulação Semiárido Brasileiro – surgiu contrapondo-se a uma das maiores expressões da opressão e violência da história brasileira: a indústria da seca. Esta indústria conduziu milhares de pessoas do Semiárido à morte, vítimas do perverso e desumano projeto de desenvolvimento pautado no combate à seca. A ASA nasceu para anunciar e construir a vida, através de proposições e ações que influenciaram a criação de políticas de convivência com o Semiárido.

A partir desta posição política, olhamos o momento atual do Brasil e nos contrapomos aos sinais e serviços de morte espalhados, criminosamente, no país. E chamamos atenção para dois deles.

1. O método usado para a vacinação contra a covid-19 é baseado unicamente na distribuição de vacinas num ritmo lento diante da urgência necessária ao enfrentamento da pandemia. Não há nenhuma campanha de esclarecimento sobre o papel fundamental das vacinas em situações como esta que vivenciamos. Ao contrário disto, temos vários pronunciamentos do mandatário do país que põem em dúvida a eficácia da vacinação.

O direito à vacinação não pode ser negado ao povo brasileiro.

2. Outro sinal de morte é o fim do auxílio emergencial. A ASA defende que este auxílio seja mantido até o fim da pandemia para todos que precisam, incluindo agricultores familiares. É preciso que os Congressistas aprovem esta medida em caráter de urgência. O auxílio não é esmola. É instrumento de segurança alimentar – direito básico do cidadão brasileiro – frente ao desastroso desemprego e à fome que se alastram no Semiárido e no Brasil.

As duas políticas são de responsabilidade do Governo Federal e dele cobramos sem aceitar o argumento de que o orçamento não comporta. Esta é sempre a justificativa quando se trata de serviços a favor da vida, especialmente, daqueles que estão à margem da sociedade.

Conclamamos as entidades que compõem a ASA a defenderem a vacinação gratuita pelo SUS, com toda força e empenho que investem na construção de um Semiárido e um Brasil vivos. Esclareçam a população sobre isso. E pressionem vereadores, prefeitos, deputados e senadores para que aprovem a continuidade do auxílio emergencial.

A ASA Brasil conclama os poderes públicos, especialmente deputados federais e senadores, a se empenharem no caminho da vacinação pública e gratuita e do auxílio emergencial digno.

Gestores públicos existem não para servir à morte e, sim, para se colocar a serviço da vida. É nossa responsabilidade fazer com que a vida volte e floresça em nosso país.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural / ASA Brasil

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