Clima e solo do Sertão apresentam condições para produção do algodão agroecológico

O clima e o solo aliados a experiência histórica de produção das famílias agricultores do Alto Sertão apresentam todas as condições para a produção do algodão agroecológica na região de Aparecida.

A afirmativa é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Aparecida, Antônio do Nascimento Sobrinho, Antônio da Viúva(foto), ao ser visitado pela equipe Stúdio Rural na última terça-feira(13/01) e ao participar de reuniões envolvendo famílias agricultores do Acampamento Nova Vida e Acampamento Renascer e, durante o evento, acompanhado do agrônomo da AS-PTA, João Macedo, discutiram o plano de produção do algodão agroecológico para esta safra 2009. “Na verdade há um desejo dos trabalhadores e é um apoio do Sindicato em parceria com a AS-PTA e as demais entidades que compõem a ASA, acredito que essa iniciativa dos trabalhadores vai trazer, se Deus quiser, grandes resultados”, argumenta a liderança ao contatar com Stúdio Rural, lembrando que a idéia de produção já vem sendo fomentada pela Rede Paraíba de Agroecologia e fez com que as famílias se interessarem em agregar o algodão junto as culturas já tradicionalmente trabalhadas para a segurança alimentar.

Durante entrevista ele falou sobre o trabalho de mobilização das entidades parceiras junto as famílias agricultoras interessadas em diversificar o plantio nesta safra com culturas que vão do algodão, sorgo e gergelim que têm um papel importante no suporte da economia regional, justiçando ser animador já que as famílias reagem bem a proposta e, em muitos casos, apresentam experiências desenvolvidas e que estimulam os demais componentes dos grupos de produção.

Ele informou que as entidades já vêm fazendo um trabalho de intercâmbio com aquelas famílias que pouco a pouco estão conhecendo de perto as experiências de outras famílias no Estado da Paraíba e em outros estados que já vivem a mesma experiência. “Essas experiências de intercâmbio onde alguém sai daqui para o Rio Grande do Norte, onde os de lá vem prá cá, daqui outros vão para o Ceará, tem-se visto algum resultado que com certeza despertou nos agricultores de nossa região essa vontade de plantar sem usar o veneno”, relata.

Ele falou sobre o trabalho que está sendo feito por aquele sindicato e disse que o número de famílias envolvidas no processo de plantio desta safra já ultrapassa 50 componentes numa área que ultrapassa os 60 hectares em plantação num trabalho em parceria entre a prefeitura local e Sindicato que organizaram o acesso a semente, preparo do solo e capacitação continuada. “Vamos estar próximos inclusive dando acessoria técnica, já estamos articulados com a CAASP, com técnicos agrícolas, agrônomos e pessoas com conhecimento na área para nos ajudar a ensinar esses agricultores a combater a praga e fazer com essa produção seja satisfatória”, justifica.

O plantio de algodão está sendo desenvolvido com a semente colocada em pleno solo seco, prática desenvolvida pelas famílias agricultoras sertanejas, que colocam a semente nos solos de massapé esperando o inverno chegar.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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