Discussões de Pré-Conferência das Nações Unidas é tema evidenciado em programas rurais

O seminário nacional de combate à desertificação, degradação das terras e convivência com a semiaridez para a redução da pobreza e um desenvolvimento sustentável, realizado em Campina Grande, na última quarta e quinta-feira(25 e 26), foi tema em evidencia no Programa Esperança no Campo e no Programa Domingo Rural, doas dias 28 de fevereiro e 01 de março, respectivamente, a partir de participação das emissoras parceiras no evento e de entrevistas com lideranças diversas.

Stúdio Rural entrevistou o pesquisador de Epamig, Empresa de Pesquisas Agropecuárias de Minas Gerais, Carlos Juliano Brant Albuquerque; o componente da ASA Brasil, Articulação do Semiárido Brasileiro, Paulo Pedro e o componente do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Barreto Campello que falando sobre o que foi discutido no evento que, durante dois dias, aconteceu no sedo do Instituto Nacional do Semiárido. “Esse evento é parte da estratégia do Brasil pra preparar sua participação na Conferência científica da convenção de combate a desertificação, o Brasil vem lutando para que na conferência a gente dê ênfase a ações mais pragmáticas e trabalhar muito na questão da difusão e valorização das boas práticas de convivência com a semiaridez, então a ideia do evento é mostrar como é que o Brasil, no campo da eficiência, vem trabalhando pesquisas voltadas para uma convivência sustentável com a semiaridez e, como recorte, é de inclusão social, então a nossa expectativa é que saia daqui um documento e na conferência o Brasil tenha um evento  específico aonde ele vai apresentar a experiência brasileira que possa influenciar os outros países para que a pesquisa seja de fato voltada para a real necessidade do povo que está no campo”, explica Campello ao dialogar com o público ouvinte Esperança no Campo e Domingo Rural.

Em contato com nossa equipe Stúdio Rural, Campello explicou que a 3a Conferência Científica Internacional da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD) será realizada em Cancún, no México, no período de 9 a 12 deste mês de março e que, com a ampla diversidade de entidades participantes da construção das atividades preparatórias, o evento internacional será importante espaço para que o conjunto das experiências no semiárido brasileiro sejam bem evidenciadas no evento de contexto internacional. “Nesse ponto o Insa que é o correspondente do Brasil perante a convenção, que foi escolhido pela Comissão Nacional Brasileira que é um colegiado deliberativo com 44 instituições para ser o nosso correspondente científico fez um trabalho muito interessante. Primeiro se você observa os painéis, eles têm um equilíbrio entre a participação de representações do governo com a representação da sociedade e o outro lado importante que o Insa está trazendo a tona é como é que os saberes populares podem ser percebidos dentro de um contexto da ciência”, explica esclarecendo sobre a realização do evento local e sobre o futuro próximo evento que acontecerá no México.
Representante da ASA Brasil e componente da ONG Caatinga, Paulo Pedro falou sobre a importância desse evento preparatório, também sobre o evento que acontecerá ainda este mês n México e sobre a expectativa da participação da ASA que tem um trabalho já histórico de resiliência e convivência com toda a região semiárida brasileira. “Cumprimento todos os ouvintes dos Programas(Esperança no Campo e Domingo Rural) e a gente percebe que as coisas estão avançando, especialmente quando se trata de convivência com o semiárido, enfrentamento as questões ambientais que a passam diretamente na vida das pessoas e, nós que fazemos a sociedade civil organizada, especialmente através da ASA, tem buscado além de organizar um processo de formação de rede para a promoção da agroecologia a gente busca estar nos espaços de políticas públicas inserindo nossas propostas para que elas sejam incorporadas nas políticas públicas e efetivamente implementadas ações que venham garantir a multiplicação de ações nessa lógica da convivência com o semiárido”, explica Paulo Pedro.
Pesquisador da Epamig, Carlos Juliano Brant Albuquerque, participou do encontro e do Esperança no Campo e Domingo Rural  INSA EPAMIG – desertificação falando sobre a participação da empresa de pesquisas que direciona demandas voltadas também à parte do semiárido mineiro e trouxe para as discussões contribuições de conhecimentos acerca das ações de convivência com o semiárido. “Primeiro é uma grande honra em poder conhecer um estado novo pra mim e segundo porque é uma oportunidade que eu tive de conhecer realmente as pessoas que estão ligadas diretamente com esse problema que é questão climática do semiárido e esse ano nós tivemos a oportunidade de fazer um relatório fomentado pelo Insa, esse relatório eu acho que vai algumas visões voltadas para o setor agrícola, principalmente quando se trata de consórcios agrosilvopastoril e acredito que essa interface entre os pesquisadores de várias regiões é extremamente importante e espero que tenha novas oportunidades de poder contribuir e fazer parte dessa multe institucionalidades de áreas que hoje vi aqui nesta reunião”, relata aquele pesquisador lembrando que Minas Gerais uma parte de seu território em plena desertificação. “Inclusive se nós pegarmos o índice de desenvolvimento humano veremos que o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil está no Vale do Jequitinhonha que é a região mais pobre de Minas Gerais, então hoje nós temos tanto o Vale do Jequitinhonha como o norte de Minas que são duas regiões extremamente carentes no financeiro e em pesquisas voltadas para essas condições”.  
O evento preparatório é foi uma realização do Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTI), em parceria com o Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente (DCD/MMA), a Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA Brasil) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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