Embrapa e Dom Helder continuam discussão sobre produção de algodão agroecológico

A Embrapa Algodão, Embrapa Transferência de Tecnologia e o PDHC, Projeto Dom Helder Camara do MDA estiveram reunidas na última sexta-feira(29/08) para discutir o projeto de produção de algodão agroecológico consorciado com culturas tradicionais da agricultura familiar além de culturas como amendoim e gergelim na diversidade da agricultura familiar.

O evento aconteceu na Embrapa Algodão Campina Grande e contou com técnicos, diretores e mobilizadores do PDHC e pesquisadores da Embrapa que discutiram assuntos relacionados ao projeto de produção do algodão agroecológico com financiamento da Petrobrás e do Projeto Dom Helder Camara(MDA).

Stúdio Rural conversou com o diretor do Projeto Dom Helder Camara, Espedito Rufino, que falou sobre o sentido da reunião, dizendo que a reunião objetivou fechar um projeto que já vem em discussão, ação que pretende trabalhar a produção do algodão agroecológico de forma diferenciada que envolverá famílias de agricultores e técnicos na busca de atender a alimentação da família e ao mesmo tempo produzir o algodão de olho na pluma para o mercado de confecção, o óleo para atender o programa de biodiesel da Petrobrás e a torta para o uso na alimentação do rebanho dos próprios agricultores. “Nós vamos trabalhar nos territórios com um número de famílias que serão ampliadas no segundo ano, no primeiro ano são 150 famílias em cinco territórios com 30 hectares dando 150 hectares todo bem organizado, bem trabalhado para que a gente possa fazer toda experiência, todo experimento com a participação dos trabalhadores”, argumenta Rufino, acrescentando que as ações se destinam ás famílias que já vêm sendo acompanhadas pelo pela entidade governamental exemplificando que o trabalho se dará com as parceiras ONGs, sindicatos, associações e as famílias de agricultores. A representação disse que a primeira do projeto responsável pela produção de sementes para a produção está orçada em cerca de R$ 15 mil reais e que a grande produção na safra 2009 está orçada em R$ 1,1 milhão sem contar com a assessoria técnica que será de responsabilidade de cada parceira.

Quem também conversou com nossa equipe foi o pesquisador da Embrapa Algodão, Melchior Batista, dizendo ser de fundamental importância para o soerguimento da produção algodoeira de forma sustentável na região semi-árida e que representa o reconhecimento que a Embrapa e entidades parceiras vêm fazendo na região de Remígio e outros municípios. “Não deixa de ser um reconhecimento do trabalho que a gente vem fazendo e que você já vem acompanhando a mais de três anos, as entidades têm apostado na questão do algodão agroecológico como uma alternativa, como uma forma de reintroduzir o algodão dentro dos sistemas de produção familiares e agora a gente vê que aquela semente que a gente tem plantado a três, quatro anos lá no Assentamento Queimadas vem rendendo frutos e se espalhando pelo Nordeste inteiro”, comemora o pesquisador, acrescentando que as parcerias de apoio tendem dar nova conotação do algodão como importante alternativa para a economia da agricultura familiar do semi-árido nordestino e que a Embrapa vem praticando um novo momento de pesquisas participativas que envolvem pesquisadores, técnicos, lideranças de agricultores e as famílias de agricultores familiares.

Outro entrevistado por nossa equipe é o técnico do PDHC, especialista em agricultura irrigada, Fábio dos Santos Santiago, que falou sobre o conteúdo do projeto por ele apresentado naquele recinto, justificando que apresentou o orçamento dividido em duas promotoras que são PDHC e Petrobrás com execução da Embrapa e do Esplar. “Nesse primeiro momento a gente está multiplicando essas sementes para que no primeiro ano a gente possa ter em cada território uma unidade de referência familiar onde as pessoas possam se sensibilizar, possam se formar, multiplicar e possam implantar esses consórcios principalmente com algodão e que esse sistema produtivo ele parte dessa referência e cada unidade dessa vai ter também a produção de sementes que vai poder contribuir para a expansão no segundo ano que envolverá dez comunidades no território, de modo que a gente possa incluir ano após ano mais famílias”, argumenta Santiago.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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