Embrapa e parceira lançam inseticida biológico certificado para uso em agricultura orgânica

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, lançou no último dia 23 um bioinseticida destinado ao combate de lagartas que atacam às culturas agrícolas no Brasil. Denominado de “Ponto.Final.”, o produto está sendo anunciado com um inseticida totalmente biológico capaz de controlar essas pragas, sem fazer mal à saúde humana, de animais e ao meio ambiente.

Segundo a assessora de comunicação daquela unidade de pesquisas, Fernanda Diniz, o bioinseticida foi desenvolvido em parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a empresa Bthek Biotecnologia (DF) e é capaz de controlar diversas lagartas que atacam culturas agrícolas, entre as quais, destacam-se: a lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis); lagarta das hortaliças (Plutella xylostella), também conhecida como traça das crucíferas; e a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda).

Ela informou que o produto foi desenvolvido a partir de uma bactéria denominada Bacillus thuringiensis (Bt), amplamente utilizada em programas de controle biológico de pragas em todo o mundo, que é específica contra as lagartas e, portanto, inofensiva à saúde humana e ao meio ambiente.

Diniz justificou que com apenas um litro por hectare, o produto é capaz de matar as lagartas-alvo, preservando insetos benéficos ao ambiente, como as “joaninhas” e as “tesourinhas”, que também são eficientes como predadoras de lagartas e pulgões. “Além disso, o novo inseticida biológico traz ainda uma característica bastante interessante, como explica a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat: a certificação para uso em agricultura orgânica”, relata a assessora.

“Esse é o terceiro produto biológico fruto da parceria entre a Embrapa Recursos Genéticos e a Bthek Biotecnologia. O primeiro, Sphaerus SC, foi lançado em 2004 para controlar o mosquito da malária e o pernilongo, ou mosquito urbano, e o segundo foi o Bt-horus, em 2005, para combater o mosquito transmissor da dengue e os borrachudos. Ambos já estão no mercado e sendo utilizados com sucesso em várias regiões brasileiras”, finaliza.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
Foto Cláudio Bezerra

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top