Encontro da Rede Paraíba discute produção de algodão agroecológico para 2009
Encerrou nesta quarta-feira(04) o primeiro grande encontro anual da Rede Paraíba de Algodão Agroecológico(foto), evento que aconteceu durante a terça e quarta-eira(03 e 04) na Fundação Dom José Maria Pires, município de Serra Redonda e que contou com lideranças de agricultores das diversas microrregiões do Estado da Paraíba ligadas a produção da cultura no Estado e empresas parceiras interessadas em comprar a produção.
Stúdio Rural acompanhou as atividades e conversou com lideranças diversas que falaram sobre a importância do encontro e as decisões tomadas naquele recinto voltadas a organização do processo nesta safra 2009 a exemplo das tecnologias aplicadas, fortalecimento da rede em todo o Estado associado aos diversos estados no semiárido brasileiro, certificação e mercado.
Para o agricultor e componente do Coletivo Regional de Educação Solidária, residente no Sítio Lagoa da Serra, em Soledade, Jorge Mendonça de Oliveira, o encontro foi positivo porque os agricultores presentes podem planejamento o plantio para 2009 baseados no número de empresas interessadas no produto e baseados também nos resultados alcançados em razão das tecnologias aplicadas.
A representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Aparecida, no Alto Sertão paraibano, Irismar Gomes Dantas, Mara, disse ter sido encontro muito positivo já que novas entidades participaram do modelo agroecológico do algodão, especialmente jovens interessados na cultura consorciada ás culturas tradicionais e com os resultados apresentados ela volta para o Sertão com a certeza de que as famílias agricultoras que estão iniciando a produção nesta safra estão no caminho certo.
Entrevistado pela equipe Stúdio Rural, o gerente comercial da Fiação e Tecelagem São José, com sede em Jaboatão dos Guararapes, Dyonísio Merighi Filho, falou que a integração da empresa junto ao grupo dar-se para que a empresa possa se programar baseada na oferta da pluma que é usada por aquela empresa pernambucana. Ele disse que a empresa está preparada para o consumo de cerca de 120 toneladas de produto entre o algodão branco e o colorido, demanda baseada em pesquisas e demanda de mercado. O recado é claro e tranquilo, a nossa empresa já está mexendo com o produto ecológico a oito anos, então nós temos lidado com esse processo todo e agora está havendo a grande oportunidade pra o algodão, esclarece o empresário.
Já o assessor técnico do Patac, José Valterlândio Cardoso, avalia ter sido encontro extremamente importante para a estruturação de Rede já que foi feito um balanço das atividades realizadas no ano passado e ao mesmo tempo retirou-se orientações para serem trabalhadas durante este ano de 2009, evidenciando o trabalho que foi desenvolvido na região do Coletivo Regional de Educação Solidária do Cariri, Seridó e Curimataú que serve como referência junto aos diversos trabalhos desenvolvidos em outras microrregiões da Paraíba. Ele falou sobre o número crescente de pessoas interessadas no processo produtivo do algodão agroecológico e lembrou da importância de se ter cuidado no aperfeiçoamento tecnológico para que os agricultores e entidades continuem obtendo resultados satisfatórios no manejo e no mercado.
O mobilizador do evento e técnico de vendas dos produtos da agricultura agroecológica do Compartimento da Borborema, Ranyfábio Cavalcante, falou sobre o objetivo do evento e disse que a meta foi alcançada já que se fez um balanço das ações de 2008 e a partir desses resultados trabalhou-se na construção das perspectivas e ações para 2009. A gente tem tido anos positivos a partir de 2006 quando a gente começou a produção agroecológica de algodão na Paraíba e tem enxergado avanços de lá até aqui, 2008 foi um ano difícil por razões climáticas, choveu um pouco acima do normal nas regiões produtores e também por ter sido um ano de política que acaba atrapalhando um pouco nas dinâmicas, mas que foi um ano em que a gente teve um avanço muito bom por ter novas áreas produtoras de algodão agroecológica no Estado da Paraíba, explica.
Em contato com Stúdio Rural, o pesquisador da Embrapa na área de produção agroecológica, Melchior Naelson Batista, disse que aquela empresa sai contemplada já que pôde contribuir nas discussões do uso tecnológico e no processo de uma pesquisa participativa que fomente o desenvolvimento das cadeias produtivas dos produtos tradicionalmente trabalhados e que sejam consorciados com a nova proposta de produção de algodão, desta vez agroecológica. Batista falou sobre o papel desempenhado pela unidade campinense de pesquisas ao longo do processo agroecológico e diz ser satisfatório o número de agricultores, entidades e empresários entusiasmados com os resultados alcançados na produção e produtividade do produto na diversidade própria da agricultura familiar.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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