Entidades do Pólo realizam primeira reunião 2009 em Campina Grande

As entidades do Pólo Sindical da Borborema realizaram uma reunião na última quinta e sexta-feira(5 e 6) em evento que aconteceu no Day Camp Hotel Fazenda, no Sítio Lucas, município de Campina Grande, evento em que participaram agricultores e agricultoras experimentadores, associações de agricultores, sindicatos de trabalhadores rurais e ONGs que trabalham junto aos agricultores familiares agroecológicos.

A agricultora familiar Inês Gomes da Silva, residente em Remígio, disse ser um evento muito importante já que é feito trocas de experiências dos resultados nos sistemas produtivos em agroecologia. Ela disse que produz uma linha de produtos que são vendidos na feira agroecológica de Remígio e afirmou que no encontro pôde repassar informações para as lideranças presentes a exemplo de uma agricultura feita sem venenos, sem queimadas e dentro de um sistema que leva em conta o manejo correto de solo que não cause impactos negativos a exemplo das erosões.

Para o agricultor familiar José Alves Leal, residente no Sítio Floriano de Lagoa Seca, o encontro teve função importante já que reanima as famílias de agricultores para que fortaleçam suas experiências na produção agroecológica. “É muito importante que a gente faça as visitas de intercâmbio através das organizações que quando a gente participa é que se interessa por essa causa que é muito nobre e enriquece a cada dia a cada momento”.

O representante do Pólo Sindical e das Entidades da Borborema, Nelson Ferreira dos Santos, disse que o encontro objetivou iniciar 2009 para um planejamento junto aos sindicatos e entidades de agricultores com trabalhos temáticos a exemplo das ações com sementes, recursos hídricos, suporte forrageiro e criação animal dentro da prática agroecológica. Ele disse que muitos eventos estarão acontecendo ao longo do ano no compartimento a exemplo do encontro paraibano de agroecologia, a semana da água, comemoração do dia de São José, 08 de março dia internacional da mulher dentre outros.

Ferreira disse que a novidade neste ano é o projeto P1+2(Uma Terra e Duas Águas) que traz uma contribuição dentro das políticas públicas da ASA, projeto que complementará o projeto P1MC(Programa Um Milhão de Cisternas) que, na opinião das entidades, só a cisterna não resolve o problema da falta d’água na pequena propriedade muito embora seja importante o estoque d’água para as famílias. “O P1+2 vai poder está sendo construído com a cisterna calçadão com 52 mil litros de água, ao mesmo tempo em que ela armazena água ela capta água através da calçada que é feita e também os tanques de pedras, serão também construídas as barragens subterrâneas e as bombas populares para reativar alguns poços construídos e algumas fontes de água”, explica Ferreira.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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