Ministro de Burkina Faso visita Embrapa e discute cooperação técnica e pesquisas com algodão

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, recebeu na última sexta-feira, dia 3 de outubro às 18 horas, a visita do Ministro do Comércio, de Promoção Empresarial e de Artesanato de Burkina Faso, Mamadou Sanou. Ele veio ao Brasil para convidar o país para participar como expositor de honra da Feira de Artesanato de Burkina Faso, que acontece no período de 31 de outubro a 9 de novembro e, por sugestão do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, decidiu visitar a Unidade da Embrapa.

Ao contatar com Stúdio Rural a assessora daquela unidade da Embrapa, Fernanda Diniz, informou que o Ministro foi recebido pela Diretora Executiva da Embrapa, Tatiana de Abreu Sá, pelo chefe-geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Mauro Carneiro, e pelo pesquisador Elíbio Rech e conheceu as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas para transformação genética de plantas com características de interesse agronômico. “Os estudos em desenvolvimento para produção de variedades de algodão transgênico com resistência ao bicudo do algodoeiro chamaram muito a atenção do Ministro”, complementa.

Diniz informou que o visitante ficou impressionado com o alto nível de tecnologia do laboratório de transformação genética de plantas e ressaltou o interesse pela tecnologia de engenharia genética de plantas, que a autoridade afirmou que a população de Burkina Faso levou sete anos para aceitar os cultivos transgênicos, mas que hoje, os próprios produtores preferem as variedades de algodão GM (geneticamente modificadas) com tolerância à herbicida, já que requerem menos aplicação de defensivos químicos, dizendo acreditar que com a introdução de plantas transgênicas, foi possível reduzir a aplicação de cinco para duas.

Ao contatar com Stúdio Rural a jornalista informou que segundo o coordenador de cooperação internacional da Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa, José da Silva Madeira Netto, a cooperação técnica entre os dois países está começando a ser discutida através da ABC – Agência Brasileira de Cooperação do Itamaraty e vai priorizar pesquisas com algodão, já que essa é a principal cultura agrícola do país africano. “Segundo Madeira, as pesquisas vão englobar várias áreas, como aumento da produtividade, controle biológico de pragas e, possivelmente, também a transformação genética de plantas, entre outras que ainda estão sendo definidas”, explica Diniz, complementando que outro foco da cooperação será a capacitação e o intercâmbio de treinamento para pesquisadores dos dois países nas tecnologias agrícolas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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