Paraíba poderá ter seminário sobre males da fumocultura na agricultura familiar

A Paraíba poderá ter em breve um amplo seminário para discutir os males da cultura do fumo na agricultura familiar do estado, especialmente na região do Brejo e Agreste, região em que os movimentos da agricultura familiar têm identificado diversos problemas junto a produtores que passaram a desenvolver a cultura num sistema de quase total monocultivo.

Após participar do Seminário Diversificação na Agricultura Familiar, em Curitiba-PR de 04 a 06 de maio, o delegado federal do desenvolvimento agrário paraibano, Marenilson Batista da Silva, disse ter uma noção clara da preocupação dos movimentos aqui do Estado e garante que fará de tudo no sentido de que se fortaleça o movimento de discussão sobre o grau de dependência e males causados pela cultura. “Nós tivemos a participação enquanto Ministério do Desenvolvimento Agrário, enquanto delegado federal, no Seminário Nacional de Diversificação de Cultivos, ou seja, em área de fumo, porque nós entendemos que o fumo é altamente danoso para as pessoas, o fumo acarreta problemas, seja pra quem planta, seja pra quem consome, e nós entendemos que nós temos que buscar alternativas de diversificação de cultivos, está muito claro que nós precisamos ter cultura de renda para os agricultores, mas não é através do fumo porque o fumo é altamente danoso, o fumo prejudica a saúde, o fumo prejudica as pessoas que trabalham com ele e pensando nisso é que o Ministério do Desenvolvimento Agrário participou desse seminário em Curitiba e vamos fazer um seminário aqui dentre em breve para discutir exatamente a diversificação de cultivos nessas áreas que tem o fumo no Estado da Paraíba”, reitera Marenilson ao dialogar com os ouvintes das emissoras parceiras de Stúdio Rural.

Ele disse que pela organização das famílias agricultores, a Região Sul já tem dados concretos acerca dos problemas e danos apresentados na vida das pessoas que lidam diretamente com a produção de fumo nos três estados que tem uma das mais representatividades de área produzida e maior volumes de pessoas envolvidas no processo. “São duas realidades bem distintas: a realidade do fumo e a realidade dos agrotóxicos, ou seja, e o fumo veio com os agrotóxicos, com os venenos, quer dizer que foi mostrado muito claramente que as pessoas que começam trabalhar com agroecologia, com orgânico e por sinal essa semana é a semana dos orgânicos que está sendo comemorado no estado da Paraíba e gostaria de parabenizar o Ministério da Agricultura por esse trabalho que está sendo feito com os orgânicos onde está sendo feito várias visitas as feiras agroecológicas, ou seja, é cada vez mais as políticas públicas se juntando ao agroecológico exatamente pra buscar soluções para coisas tão danosas como é o fumo e como são os venenos”.

Batista um balanço sobre o papel que o MDA vem desempenhando e falou dos diálogos que já vem sendo desenvolvidos com as entidades do Território da Borborema que, segundo ele, representa território com áreas onde está sendo desenvolvida a cultura do fumo e que pelo entendimento dos danos ofertados as famílias produtoras é necessário mesmo uma ampla discussão sobre o problemas e sobre as possíveis soluções. “Nós entendemos que é altamente danoso, onde no início as pessoas acham que vai ser solução com renda para o produtor, mas muitas vezes não conhece as conseqüências do que é o plantio do fumo, seja no aspecto do fumo propriamente dito, seja no aspecto dos venenos que o fumo traz com ele”, argumenta aquela autoridade.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top