Pesquisadora do Insa fala sobre campos de produção, pesquisa e distribuição de palma para o semiárido

A construção de campos de produção de palma resistente a Cochonilha destinada a pesquisa, mobilização social acerca da praga e ao mesmo tempo a distribuição das raquetes com agricultores e agricultoras pecuaristas de diversos municípios paraibanos foi tema trabalhado no Programa Esperança no Campo e Domingo Rural da Rádio Queimadas FM e Rádio Serrana de Araruna do último sábado e domingo, respectivamente, a partir de entrevista trabalhada com a pesquisadora do Insa, Instituto Nacional do Semiárido, Jucilene da Silva Araújo(foto).

Durante entrevista ela falou sobre o trabalho que aquele instituto vem fazendo em parceria com as entidades do Gabinete da Palma e citou como exemplo o município de Caturité, Cariri Oriental paraibano, no qual foi desenvolvido um campo de produção e pesquisa de palma e onde já se iniciou o trabalho de distribuição da cultura com cerca de 100 agricultores pecuaristas daquele município. “Caturité foi, inclusive, o terceiro município a ser implantado e completou dois anos agora em janeiro e a gente está concluindo agora a parte de pesquisa e fazendo a segunda colheita já que conseguimos fazer duas colheitas em dois anos e fazendo a estamos fazendo a distribuição agora” explica ao dialogar com o público ouvinte de nossas emissoras parceiras.
Durante entrevista ela falou de como os empreendedores rurais daquele município têm se interessado pelo trabalho associado ao processo de aprendizado mútuo o que faz com que ela acredite em importante progresso na pecuária daquela municipalidade. “A realidade de lá é outra e já era um pouco melhor quando a gente começou a trabalhar esse projeto, inclusive a palma resistente a Cochonilha do Carmim que a gente adquiriu para implantar o projeto foi mesmo em Caturité com a orelha de elefante mexicana e a baiana, a outra foi com o professor Anselmo, em Barra de Santana”, explica.
Em contato com nosso público, aquela pesquisadora recordou a fase de discussão para a construção do Gabinete Estadual da Palma e os Gabinetes Municipais e as propostas de parcerias para os investimentos iniciais com iniciativas governamentais que, do ponto de vista de investimento financeiro, não prosperou, fazendo com que o Insa utilizasse recursos próprios de R$ 500 mil reais para a construção de campos produtivos em 26 municípios espalhados em diversas regiões afetadas pela praga da cochonilha. “Os recursos é como eu lhe disse, a gente tentou parcerias com outras entidades, mas essa parceria acabou não acontecendo, então os recursos foram exclusivamente do Insa no valor de R$ 500 mil reais para a implantação dos 26 campos, esses campos são sub irrigados com a principal finalidade que era mesmo acelerar a produção pra gente ter palma mais rápido pra revitalizar a cultura, então inclui compra da palma semente, o quite de irrigação e a manutenção dos campos”, argumenta acrescentando que os critérios para a escolha dos municípios foi baseado numa lista do Ministério da Agricultura e da Defesa Vegetal classificando 13 microrregiões e 81 municípios afetados pela praga da cochonilha. “A princípio a gente pensou em colocar dois campos por microrregião porque ia ficar muito elevado pra colocar um em cada município, como a gente viu que tinha microrregião com muitos municípios é que a gente acabou fazendo proporcional, mas atendendo a essas microrregiões”, explica dizendo que alguns municípios ficaram de fora porque os agentes locais não tinham visão da importância desse trabalho.
Jucilene garante que esse trabalho já está sendo difundido e ampliando para municípios de outros estados e garante que o Insa está de portas abertas para a construção de parcerias com as entidades estaduais e locais de cada município. “Inclusive alguns municípios já nos procuraram, alguns secretários de agricultura já nos procuraram tentando fazer algumas parcerias com a gente e a gente está conversando sobre isso, para que deem a contrapartida deles e a gente entra com o que for possível, então a gente já está com essa conversa não só com o estado da Paraíba, a gente já está com essa conversa nessa tentativa de parceria com os outros estados do semiárido”, explica convidando aos interessados que façam contato com aquele instituto no sentido de fortalecer o trabalho em todo o semiárido brasileiro.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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