Região sudoeste baiana é destaque no beneficiamento do umbu

A região sudoeste da Bahia que envolve os municípios de Manoel Vitorino, Vitória da Conquista, Jequié, Porções, Mirante, dentre outros, vem se destacando por um conjunto de práticas e ações na valorização da cultura do umbu através do processamento e agregação de valor a cultura objetivando conquista do mercado consumidor e maior oferta de trabalho e renda para as famílias.   

Conforme diretora da Cooproaf, Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia, Marilda Santos, a cultura já representa um produto gerador de renda na diversidade da agricultura familiar na região. “Lá, pra economia local, tem um impacto muito forte, pra você ter uma ideia a gente recebeu o pessoal da TV local pra fazer uma entrevista no período da safra e eles pediram pra gente ir até o local chamada caatingal que é aonde tem a maior produção de umbu, lá passa aos caminhões durante o dia todo carregado de umbu que vai para os estados do Nordeste, Salvador, Sergipe, para as fábricas de polpas e o pessoal resolveu entrevistar um atravessador que pega esse umbu e manda pra todos os lugares e fez essa pergunta de quanto ele movimentava numa safra em questão de dinheiro e ele respondeu que numa safra fraca ele consegue em 45 dias movimentar três milhões de reais”, explica justificando tratar-se de uma cultura de impacto para a economia que precisa passar por um intenso trabalho de agregação de valor que poderá ser forte gerador de trabalho e renda na região.

Aquela liderança explicou que a cooperativa e entidades cooperativadas estão fazendo importante trabalho de beneficiamento do umbu em forma de geleias, doces cremosos, doces em corte, nego bom, licores, dentro outros derivados do produto tipo bolos, tortas, umbuzadas que somam cerca de 50 itens. “A cooperativa realiza dois eventos que é o ‘Saberes e sabores’ que é um evento que a cooperativa mostra todas as suas atividades de durante o ano, passa para a comunidade de nossos conterrâneos o que aconteceu que são os saberes; e os sabores são a degustação e venda desses produtos”, explica durante entrevista ao Stúdio Rural.

Ela acrescenta que a cooperativa vem fazendo um trabalho com oferta do produto durante o ano todo e que a entidade e parceiras realizam todos os anos o festival do umbu que já ultrapassou sua 16ª edição. “Durante a safra nós armazenamos o umbu a partir de um estudo de quanto a gente vai precisar para o ano todo e aí a gente pega o umbu e guarda, então durante a safra a gente trabalha armazenando umbu pra garantir a matéria prima para o ano todo”, explica.  

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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